domingo, novembro 21, 2010

Velutê de Petit Pois!


Arte é apenas,
desenvolver conhecimento.
nada que a mídia não
manipule com esmero...

seu canal,
seu dia a dia predileto
seus escândalos
intimamente escolhidos.

tremores atenuados
pela magia do Araguaia,
o vento levou e trouxe de volta
um teatro não; de absurdos!
mas, intrinsecamente  marcado
passo a passo
como manda a fantasia,
fora de época.

...que vende shampoo,
palha de aço e caldo de picanha
para a carne de panela
com alecrim, funghi,
presunto crú e molho branco
do fundo de panela,
com Velutê de creme de leite,
manteiga e parte da água
que marinaram os funghi.

'Tava Falando do quê?

segunda-feira, novembro 15, 2010

Outra Lenda Urbana!


ouvi todas suas histerias,
descri de todos os credos.
estou aqui pronto p'ra gozar!
alguem me ama?

domingo, novembro 14, 2010

Afeto


Eu me afetuo
Tu te afetuas
Ele se afetuará.

Nós nos afetuamos,sí.
Vós se afetuar,
então...
Eles se afeturão.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Lágrima!




Se você não é,
não chora.
E não fica por aí
inventando angulos
para a barriga
não aparecer.


quinta-feira, novembro 04, 2010

Um Elogio À Entre_Lugares - P'ra você Keila!



O que o beijo tem


"A boca dela tinha um olho, e cada vez que a língua dele se intrometia , vinha visão em via de transitar rápido, como se todo caminho se desnudasse na janela ao lado; a cena corrida das paisagens que ficam pra trás, das paisagens que se renovam e atropelam as outras. O beijo deveria ser o estável esquecimento frente a todos os dilacerantes instantes de incompreensão, os momentos superpostos de ação e inanição. Mas o olho da boca se abria adensado feito rio e vertia saliva em forma de lágrima. A boca chorava em momentos de solidão, como faminta a revelar o vazio gástrico, uma fome da alma. O beijo era também o acalento da visão, uma venda irrefreável que ela buscava insolente, sem pudores, sem limites. Mas o limite não tardava a interromper o beijo de olhos abertos, visionários. Entre vendado e desnudado, na maquínica percepção de disjunção, embora todo o desejo fosse de unir, colar irremediavelmente, o olho da boca se debatia. A separação era nítida e jamais ela se faria decifrar e sequer decifraria aquela languidez ou rigidez muscular do beijar, do ver, do olho que o beijo tem."

High on feel: