quinta-feira, novembro 30, 2006

Miséria (Love, Sex'n'Death extended version)


Talvez eu morra

de fome, conteúdo ou,
do diabo à quatro, talvez,
eu morra de novella.

eu quero microfonia;
mísera miséria,
eu quero microfonia!

Dinâmica
microfônica-televisiva,
a grande familia
e o dia que passou!

Miséria!

Cadê a microfonia
que não acontece?

- Miséria.

D' outro lado,
talvez alguem morra
de frio, sede
de fome...desejo.

Miséria!

Air Guitar:
Miséria! - Ledo Engano
O rosto no espelho pertence a alguem.


- "Não falta homem, falta é amor"
Pri com oito furos nos joelhos,
filosofando numa mesa de bar.

peixinho na novella!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Tesouros Da Juventude - Vol. III


Ela felicidade de Lois

Air Guitar:
When you rock'n'roll with me
David Bowie - Diamond Dogs

Olha essa menina!

quinta-feira, novembro 23, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

Eu quero Paracetamol!...(where the roadie crew?)


Sexo & paracetamol
são coisas que meu corpo
e cérebro precisam para
esta dor de cabeça
deixar de ser o assustador
alarme do derrame fatal...

se não se curar
com partacetamol....
então nem
sexo & Drogas & Rock'n'Rolll.....
não vão resolver.
vou botar mais um "elle"
pra ficar triplificado
feito meu novo terno que me deixa
bonitinho, igual ao paul simon ou
pete townshend, mood
pedindo remédio aos roadies....

eu quero paracetamol.

Se isso são coisas
que você não gosta!
olha pro meu paletó
moderninho, sem gola
que nem o do ray davis
parece até que:
u really got me!
escrito errado da
maneira do acaso!

Não importa a canção
e as redundantes verboses
that rapping tongue
i know the buziness that
you don't like to do.
see my tailor 'nd your pincushion

Now, i was john peel!
ligado di enxaqueka!
procurando analgésicos!
numa caixinha de remédios
estampada com desenhos
de flores astrais.




Air Guitar:
Sex&Drugs&Rock&Roll
Ian Dury And The Blockheads

Quer ver suruba de ácaros?
vá ao acarário!


sexta-feira, novembro 17, 2006

Tesouros Da Juventude - Vol. II

Direito ao Delírio - Eduardo Galeano
Extraído do livro "De Pernas pro Ar — A Escola do Mundo ao Avesso"
Editora L&PM - Tradução de Sérgio Faraco.


Já está nascendo o novo milênio. Não dá para levar muito a sério o assunto: afinal, o ano 2001 dos cristãos é o ano 1421 dos muçulmanos, o 5114 dos maias e o 5761 dos judeus. O novo milênio nasce num 1.º de janeiro por obra e graça de um capricho dos senadores do Império Romano, que um bom dia decidiram quebrar a tradição que mandava celebrar o ano-novo do começo da primavera. E a conta dos anos da era cristã deriva de outro capricho: um bom dia, o papa de Roma decidiu datar o nascimento de Jesus, embora ninguém saiba quando nasceu. O tempo zomba dos limites que lhe atribuímos para crer na fantasia de que nos obedece; mas o mundo inteiro celebra e teme essa fronteira.

Um Convite ao Vôo

Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propícia para que os oradores de inflamado verbo discursem sobre os destinos da humanidade e para que os porta-vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e o aniquilamento geral, enquanto o tempo, de boca fechada, continua sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério.
Verdade seja dita, não há quem resista: numa data assim, por arbitrária que seja, qualquer um sente a tentação de perguntar-se como será o tempo que será. E vá-se lá saber como será. Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e, pior ainda, do milênio passado.
Embora não possamos adivinhar o tempo que será, temos, sim, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade só tem o direito de ver, ouvir e calar. Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível:

o ar estará livre de todo o veneno que não vier dos medos humanos e das humanas paixões;

nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães;

as pessoas não serão dirigidas pelos automóveis, nem programadas pelo computador, nem compradas pelo supermercado e nem olhadas pelo televisor;

o televisor deixará de ser o mais importante membro da família e será tratado como o ferro de passar e a máquina de lavar roupa;

as pessoas trabalharão para viver, em vez de viver para trabalhar;

será incorporado aos códigos penais o delito da estupidez, cometido por aqueles que vivem para ter e para ganhar, em vez de viver apenas por viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca;

em nenhum país serão presos os jovens que se negarem a prestar o serviço militar, mas irão para a cadeia os que desejarem prestá-lo;

os economistas não chamarão nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida a quantidade de coisas;

os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas;

os historiadores não acreditarão que os países gostam de ser invadidos;

os políticos não acreditarão que os pobres gostam de comer promessas;

ninguém acreditará que a solenidade é uma virtude e ninguém levará a sério aquele que não for capaz de deixar de ser sério;

a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento ou fortuna o canalha será transformado em virtuoso cavaleiro;

ninguém será considerado herói ou pascácio por fazer o que acha justo em lugar de fazer o que mais lhe convém;

o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se em falência;

a comida não será uma mercadoria e nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos;

ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão;

os meninos de rua não serão tratados como lixo, porque não haverá meninos de rua;

os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, porque não haverá meninos ricos;

a educação não será privilégio de quem possa pagá-la;

a polícia não será o terror de quem não possa comprá-la;

a justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, tornarão a unir-se, bem juntinhas, ombro contra ombro;

uma mulher, negra, será presidente do Brasil, e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América; e uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru;

na Argentina as loucas da Praça de Mayo serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer nos tempos da amnésia obrigatória;

a Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo;

a Igreja também ditará outro mandamento, do qual Deus se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte";

serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma;

os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são os que se desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar;

seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham aspiração de justiça e aspiração de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem nem um pouco as fronteiras do mapa ou do tempo;

a perfeição continuará sendo um aborrecido privilégio dos deuses; mas neste mundo confuso e fastidioso, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como fosse o primeiro.

Air Guitar:
Basic Laws
Miroslav Vitous - Magical Shepherd

"Não há nada tão estúpido como a inteligência orgulhosa de si mesma".
- Mikhail Bakunin -

terça-feira, novembro 14, 2006

Tiles

Meu pé cabe na diagonal d'um azulejo
não muito grande nem pequeno, do tamanho
da minha imaginação e do silêncio premeditado.
Céus prateados tonalizando dias de vinho e ira,
dia de lavar e pendurar a roupa sem prendedor
no fio 12 esticado de um lado para o outro,
e "torcer" para que ela seque até amanhã.

Parece que cabe na decoração azulejos brancos
misturados com os pintados a mão
comprados num brexó ao pé da favela e
colocado por um pedreiro recomendado
pelo primo do cunhado da esposa d'um amigo de copo no
pé sujo ao lado do ponto de onibus debaixo do viaduto
....como sendo o homem do prumo.

Azulejos são peças que forram paredes e pisos
de cozinhas, banheiros e quem sabe da casa toda
tornando mais facil a manutenção, lhe ofereçendo
mais tempo para você namorar
e fazer com que a vida daquele outro
seja mais divertida e ele mais sorridente.

Um quadriculado kitsch, preto e branco,
pega muito bem num azulejado de stand
que vende consórcio de motocicletas
e aquelas lambretinhas, (scooters), ridiculas
que são o sonho de adolescentes abonados
que tiram boa nota e fazem pirraça
quando tem que comer beterraba com feijão,
fingindo que vão vomitar o tédio no seu pé.

Recondicionam-se paredes de azulejos
de épocas passadas, para recontar a história
de alguem que salva o amor da solidão e da tirsteza,
e, por quem você faria quase tudo...
até acordar de mau humor....sorrindo.

desça daí, desfaça-se da fantasia,
pise nos azulejos frios & perçeba que algo mudou,
que o tempo passa declarando manhãs,
caminhos a nos trazer de volta para casa
depois de se escapar
pela esquerda ou pela direita,
.....não importa!

i live my loneless waiting for tomorrows!


Air Guitar:
Road Runner
Aerosmith - Honkin' on Hobo

"O objetivo dos Governos é sempre o mesmo:
limitar o indivíduo, domesticá-lo subordiná-lo, subjugá-lo".
Max Stirner

sexta-feira, novembro 10, 2006

How To Be Lymphatic When We Apologized?

Um colar de pérolas negras
adormecido sob um colo que abriga
a meia taça da sedução in a killer lingerie,
que 'tava, escondida no armario
de baixo de alguns esqueletos
de um alfarrábio que já é vulgar.

meias noites, velas & pavios azuis de o.b.
liberando a pagã festa infertil,
e padeceres em paraisos góthicos
na tonalidade tonal, lacuna coil,
sonhos de nigth wisher's, nigth children´s,
'nd the obsolets sins of a fake vampire...
ácaros carnívoros nos jantando no meio da madruga
suss_urrando zumbidos e palavras já ouvidas ao vento,
esquecidas pelos muzak's que tocam nos elevadores.

....desalentos redundantes
que já não mais nos impressionam!
indiferença ética a qualquer estética.

Olhar negro em meio a mechas lilazes
tingidas com os desejos da paixão
lusco fusco, love song's do outono relembradas
no meio desta primavera quase; verão.....

Corpos de deusas se debruçando,
como o de camponesas...

nos trigais das trevialidades trovadas....
vadias gozando, sem parar...
reinventando o tudo, num instante!


II

"Greensleeves was all my joy
Greensleeves was my delight,
Greensleeves was my heart of gold,
And who but my lady greensleeves."

(http://en.wikipedia.org/wiki/Greensleeves)

III

Um dia pérolas, não valerão mais nada!
Proteínas, fibras & isotônicos
serão o motivo das riquezas,
mas não conseguiremos dizer, que
nunca mais vai haver amor!
pode até vir a ter outros nomes
mas, vai sempre ter que ter
a "doidera" de ter tesão.!

Viver de Silício-Carbo-Hidratado (?!)
Gozo virtual.....energia
para os recarregadores de pilhas....

como os vendidos hoje em dia nos
camêlos que se encostam pelas,
esquinas desta babilônia binária.

Air Guitar:
Unhealthy Oyster (How To Be Lymphatic When We Apologized?)
Ledo Engano - Verbose Output


Estoy hoy con ganas de ti.

terça-feira, novembro 07, 2006

Verbose Output II - (Falação Mix)

Fala Logo!
Fala Logo!
O que tu veio,
p´rá falar!


Air Guitar:
Nescau
Zé Urbano - (A)

Hem? não ouvi direito?