segunda-feira, dezembro 31, 2007

Às Boas Terças Feiras ( De Novo a New Year's Day).

Pelo visto não mudou nada,
só fingiram tirar a poeira das prateleiras,
mas, vai ser terça-feira como sempre,
só que com muito mais gente de ressaca
e capitalistas desejando ficarem mais ricos.

Air Guitar:
Scratche's in a mechanical skin
Ledo Engano - Scratche's In a Mechanical Skin


Tranqüilidade, Saúde & Alegria!
em nome da mãe, amor!

Soundgarden - Rusty cage

sábado, dezembro 29, 2007

Anthrax - Only

Provávelmente, você ainda não encontrou respostas para aquelas questões.

já que você insiste,
sem cerimônia,
vou vomitar o verso
na sua cara!

Air Guitar:
Only
Anthrax - Sounds Of White Noise


Everything is perfect....
Everything is sick....
I wanna take my self!

quinta-feira, dezembro 27, 2007

The Pretenders - "The Adulteress"

Possívelmente, você está imaginando para que esta aqui.

as imagens vêem frias ao olho.
do verso vêem as palavras,
ardentes como a
pronúncia do verbo!


" C'mon barbie!,
come us to the party!"?....

Air Guitar:
The Adulteress
Pretenders - Pretenders II

Infelizmente;
tudo ainda é o mesmo!

domingo, dezembro 23, 2007

REO Speedealer in San Francisco 1997

Tatú music...Muézinha mix

Precisa dizer algo?
falar alguma coisa?
então diga!

eat a cherry pie
scream in a
cream pie!


grite, finja-se de surdo,
de mudo; de cego,
a deaf dumb
....but eat the pie.

Trilogias
para compensar
os quaternários
liberadores da solidão.

Falsa história
feito contos cheios
de falsos compromissos
e banhos de lixa
após a cena amorosa.

num motel suburbano,
apagam-se as velas,
incendeiam-se os lampiões!
alguem mata a paz!

...

creio em Deus
sobre todas coisas,
mas não creio
em todas as coisas.

Air Guitar:
Viva la Vulva
Speeddealer - REO Speaddealer

há ih!, odeio uretras & intestinos!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Devils - 69Eyes

Revol

O quê você está fazendo aqui;
Senão Eu! Revolução...
rebelião ao verbo....

palavras ali no meio da mídia,
criando temores aos produtores
diga não à depressão!
quem sou eu para desejar alguma coisa?
mamãe; eu não quero litium,
muito menos prosac!,
folhas de alface com batatas fritas
e hambúrgueres brincalhões
que me devoram dia a dia o desejo
de acabar com a monotonia.

isso não é música;
- é terrorismo poético!
olha como esses cara tocam!
toca aí cara!

Refrão a parte, composições de verbos
se fazem necessárias,
semânticas imaginárias de um; - zé urbano
...não qualquer zé! mas zé!

o quê você está fazendo aqui;
Senão, Eu! Revolução...
rebelião ao verbo....

se você não entende,
então mergulhe
onde o fôlego anão alcança
se desfaz por desfazer-se...let it be....

let it bleed!

Air Guitar:
Brown Shoes Don't Make It
Frank Zappa & The Mothers of Invention
Mothermania: The Best of the Mothers

It Can't Happen Here

quinta-feira, dezembro 20, 2007

The Name Of My Baby - Sandra Nasic

Esquizophonia!

Circulando
entre vozes que,
sussuram aos ouvidos
sobrepondo, a voz.

esquizofrenia bipolar.

left-rigths,
monos montados
em espaço orbital,
impregnados de VST's.

filtrados nos fones,
de obsecados por barulho!


Paranoia! Paranóia!
controlada por dogras!
Esquizofrenia Paranóica!
controlada por dogras!

Pavlov's dog!

Meu auto-falante é mais
dinâmico do que o seu, sei!
tu quer chegar a alguma coisa,
e, nós à coisa nenhuma!

Nenhuma!Nenhuma!Nenhuma!
Nenhuma!Nenhuma!Nenhuma!

Nem umas!

Paranoia, esquizonoide!
controlada por dogras!

O Cão de Pavlov!
baba quando há ração!

Air Guitar:
Esquizophonia!
Oralbox Pollution - Straight to the ears


Um cão amarelo uiva para a lua!

On a Pale Horse

terça-feira, dezembro 18, 2007

Só falar....

Mas é, agora que vai fazer falta?
(tattoon nerd mix!!!)

I
mira teus cabelos de abacaxi,
amarelos que nem o sol
em entropia magistral.
verso mau-feito por
um mau poeta....

II
agora deixa de lado...né!?.

Air Guitar:
Hot Knives And Open Sores
Orange Goblin - Healing Through Fire


fala quem quiser....!!!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Clã/Destinar

" As idéias se aperfeiçoam.
O sentido das palavras também.

O plagiato é necessário. O avanço implica-o.

Ele acerca-se estreitamente da frase de um autor, serve-se das suas expressões, suprime uma idéia falsa, substitui-a pela idéia justa. "


Guy Debord

Air Guitar:
A Palo Seco
Belchior - Belchior

São Longuinho, São Longuinho!
Se eu achar dou três pulinhos.

La vie des Smileys III - Smiley - ( Zé Felipe's conclusional mix)

Parque das Ruínas - S.O.M

terça-feira, dezembro 11, 2007

La vie des Smileys II - SMILEY ROCK (Smileys overdosed'ubed_2_in_One_Mix).

La vie des Smileys

Tesouros da Juventude VIII

O LIVRO DE THEL
William Blake (1757-1827)


Mote de Thel
Sabe a Águia o que há na toca?
Ou à Toupeira perguntarás de que se trata?
Cabe a Sabedoria numa vara de prata?
Ou o Amor numa taça de ouro?

I

As filhas de Serafim conduziam suas ovelhas radiantes, Todas, salvo a mais jovem: lívida, buscou ela um ermo, Para definhar como beleza matutina em seu dia mortal:
Pelo rio de Adona, ouve-se o sussurro de sua voz, E assim seu suave lamento cai como orvalho da manha:
“Oh vida de primavera! por que definha o lótus, Por que definham as crianças da primavera, nascidas apenas sorrir & perecer?
Ah! Thel é como pálido arco-íris, e como nuvem que parte;
Como reflexo num vidro; como sombras na água;
Como sonhos de crianças, como um sorriso no rosto de uma criança;
Como o arrulho de um pombo; como o efêmero; como música no ar.
Ah! serena possa eu me deitar, e serena pousar minha cabeça,
E serena dormir o sono da morte, e serena ouvir a voz Dele, que caminha pelo jardim ao anoitecer”.
O Lírio do vale, respirando na relva humilde, Respondeu à graciosa donzela, dizendo: “Sou uma planta aquática, Sou pequenina e adoro viver em vales baixos;
Tão frágil, a borboleta dourada mal consegue pousar em minha cabeça.
Todavia, visita-me o céu, e aquele que a tudo sorri
Caminha pelo vale e toda manhã sobre mim estende a mão,
Dizendo: ‘Alegra-te, tu, relva humilde, tu, flor de lírio recém-nascida,
Tu, meiga donzela de vales silentes e riachos modestos;
Pois de luz serás vestida, e nutrida com o maná da manhã,
Até que o calor do verão te dissolva junto às fontes e às nascentes
E floresças em vales eternos’. Por que então deve Thel Lamentar?
Por que deve a ama dos vales de Har emitir um suspiro?”
Ela acalmou-se & sorriu entre lágrimas, sentando-se então em seu trono de prata.
Thel respondeu: “Oh virgenzinha do pacífico vale”,
Tu, que provês aos que suplicar não podem, aos emudecidos, aos fatigados;
Teu hálito nutre o inocente cordeiro, ele fareja tuas vestes lácteas,
Pasce tuas flores enquanto para ele sorris,
Removendo-lhe da boca meiga e mansa todas as máculas contagiosas.
Teu vinho purifica o mel dourado; teu perfume,
Que esparges sobre cada laminazinha de relva que brota,
Reanima a vaca ordenhada, & amansa o corcel inflamado.
Mas Thel é como tênue nuvem abrasada ao sol nascente:
Esvaneço de meu trono perolado, e quem encontrará meu lugar?”
‘Rainha dos vales’, respondeu o Lírio, “pergunta à frágil nuvem
E ela te dirá por que reluz no céu da manhã,
E por que difunde sua luminosa beleza no ar úmido.
Baixa, Oh pequena Nuvem, & paira ante os olhos de Thel”
A Nuvem baixou e o Lírio, depois de inclinar a cabeça modesta,
Foi ocupar-se de seu numeroso rebanho no relvado viçoso.

II

“Oh pequena Nuvem”, disse a virgem, “peço-te que me digas
Por que não te queixas quando, num instante, desapareces;
Então te procuramos, mas não encontramos. Ah! Thel se parece contigo:
Dissipo-me: contudo, queixo-me, e ninguém ouve minha voz.”
Em seguida, a Nuvem mostrou a cabeça dourada & uma forma luminosa surgiu,
Pairando e reluzindo no ar, ante o rosto de Thel.
“Oh virgem, não sabes que nossos corcéis bebem das nascentes douradas,
Onde Luvah revigora seus cavalos? Consideras minha juventude
E temes, porque esvaneço para jamais ser vista,
Que nada fique? Oh donzela, digo-te, quando me dissipo
É para engrandecer a vida, o amor, a paz e os êxtases sagrados:
Baixando invisível, sustenho minhas alas leves sobre flores aromáticas,
E cortejo o orvalho de olhos claros para que me conduza a sua tenda cintilante:
A virgem plangente ajoelha-se, trêmula, ante o sol nascente,
Até que nos elevamos ligados por uma faixa dourada e nunca nos apartamos,
Mas caminhamos unidos, alimentando nossas flores delicadas”
“Verdade, Oh pequena Nuvem? Temo não ser como és,
Pois caminho pelos vales de Har, e sinto o aroma das flores mais doces,
Mas não alimento as florzinhas; ouço o gorjeio dos pássaros,
Mas não alimento os pássaros que gorjeiam; eles voam em busca de seu alimento:
Mas Thel já não se deleita com isso, porque definho;
E todos hão de dizer: ‘Para nada viveu essa mulher fulgurante,
Ou viveu apenas para servir, na morte, de alimento aos vermes?”
A Nuvem recostou-se em seu trono aéreo e assim respondeu:
“Se serves, então, de alimento aos vermes, Oh virgem dos céus,
Quão útil, quão afortunada és! Tudo o que vive
Não vive sozinho nem para si mesmo. Não temas, pois pedirei
Ao frágil verme que deixe o leito inferior, para que ouças a voz dele.
Vem, verme do vale silente, à presença de tua tristonha rainha”.
O indefeso verme apareceu, sentou-se na folha do Lírio,
E a luminosa Nuvem partiu, para juntar-se ao companheiro no vale.

III

Atônita, Thel viu então o verme em seu leito orvalhado.
“És um Verme? Imagem da fragilidade, não és mais que um verme?”.
Vejo-te como uma criança envolta na folha do Lírio.
Ah! não chores, pequena voz, podes não falar, mas chorar podes.
É isso um Verme? Vejo-te indefeso & nu, chorando,
E ninguém para acudir, ninguém para confortá-lo com sorriso de mãe.”
Ouvindo a voz do Verme, a Argila ergueu a cabeça compassiva:
Inclinou-se sobre a criança plangente, e sua vida exalou.
Branda ternura: em seguida, em Thel fixou os olhos humildes.
“Oh beleza dos vales de Har! não vivemos para nós mesmos.
Julgas-me a mais vil das criaturas, e de fato o sou.
Meu peito em si é frio, e em si é negro;
Mas aquele que ama o humilde deita sobre minha cabeça seu óleo,
E me beija, e em torno de meu peito ata seus laços nupciais,
E diz: ‘A ti, mãe de meus filhos, amei,
E a ti ofereci uma coroa que ninguém há de usurpar’.
Mas como isso sucede, doce donzela, não sei, e saber não posso.
Pondero, e ponderar não posso; todavia, vivo e amo.
A filha da beleza enxugou com seu véu branco as lágrimas misericordiosas,
E disse: “Ai de mim! Disso eu não sabia, e então chorei”.
Que Deus amava um Verme eu sabia, e punia o perverso pé.
Que de propósito ferisse seu corpo indefeso; mas que o nutria.
Com leite e óleo eu nunca soube, e então chorei;
E lamentei no doce ar, porque definho,
E deito-me em teu leito frio, e abandono meu destino fulgurante”
“Rainha dos vales’, respondeu a Argila matrona”,ouvi teus suspiros,
E todos os teus queixumes sobre meu teto se agitaram, mas fi-los descer.
Queres, Oh Rainha, adentrar minha casa? A ti é dado entrar
E voltar: nada temas, entra com teus pés de virgem.”

IV

O terrível guardião dos portões eternos ergueu a trava do norte:
Thel entrou & viu os segredos do reino desconhecido
Viu os leitos dos mortos, & onde as raízes fibrosas
De cada coração na terra cravam fundo suas irrequietas torceduras:
Um reino de tristezas & de lágrimas onde jamais se sorriu.
Ela percorreu o reino das nuvens na escuridão dos vales, ouvindo
Tormentos & lamentos; esperando, muitas vezes, junto a uma sepultura orvalhada,
Ficou em silêncio, ouvindo as vozes da terra,
Até que a sua sepultura chegou, & ali sentou-se,
E ouviu esta voz de pesar soprada de dentro da cova vazia
“Porque não podemos Ouvidos à própria destruição cerrar-se?”.
Ou os Olhos brilhantes ao veneno de um sorriso?
Por que estão as Pálpebras providas de setas prontas para o disparo,
Quando há um milhar de guerreiros de tocaia?
Ou Olhos de dons & graças chovendo frutos & moedas de ouro?
Por que a Língua impregnada do mel trazido dos ventos?
Por que os Ouvidos, ferozes sorvedouros para sugar citações?
Por que as Narinas amplas inalando terror, trêmulas, & atemorizadas?
Por que um brando freio no vigoroso jovem ardente?
Por que uma pequena cortina de carne no leito de nosso desejo?”
Sobressaltada, a Virgem ergueu-se de seu assento, & com um grito estridente.
Fugiu dali livremente, até entrar nos vales de Har.

Air Guitar:
Raider’s on the Storm
The Doors - Morrisson Hotel


terça-feira, dezembro 04, 2007

Aneroxia

Meu coração carrega ruas desertas,
por onde erram aleatoriamente,
vãos sentimentos, que planam por aí
pelos frios ventos emocionais
que sopram o vazio
do ausente hálito,
no leito ao amanhecer.

Silencios ensurdecedores
falam à minha cabeça
palavras que ainda
não foram pronuciadas
e, que talvez nunca serão ditas.
seco, como miragens que evaporam,
esperanças de não se deixar esmorecer...
levantar-se & arquitetar a queda,
desfazer-se do sonho.....nihilisme!

Low!

as vezes sinto vontade
de vomitar emoções
que já não me alimentam
virar pedra, total inanição afetiva.
por ai tropeçando em
degraus que não consigo subir
criando feridas emocionais
que alimentam volateis sentimentos,
outrora espessos como o ciclo das estações,
carregando dia a dia o esquecimento,
vou passando pelo outro que passa.

invisível feito memória
obscuro como blackout,
vou deixando pegadas por aí
sem que ao meu lado
outros pisem!...vou seguindo!
Another face that i see
another dream there i dream,
despertares & gratitudes matinais
generosidade de querer,
fazer tudo por alguem.
mas não há por quem fazer!

do you wanna dance?
esquecer-se, bailar por aí
dar-se de licença poética,
virar o simbolo,
deixar de lado, personas,
desfazer-se em pedaços
ensaiados no dia anterior
exercitados de manhã cedo
num tai-chi imaginado
nas sombras que
habitam as paredes.


wall's don't talk!

Air Guitar:
God is a Bullet
Concrete Blonde - Essentials

We know, all words need phonetics!