quinta-feira, outubro 31, 2019

Ninfas num ferro-velho



O inédito à ele é ler a primeira página de um pasquim qualquer numa banca nanica, sobre devassidões compostas ao léu da licença poética... palavra de escoteiro, empenhado na boa ação e no fortalecimento do caráter. 

Parece que sempre há o dizer sobre o que não conhecíamos e o que de novo nos surpreende, onde parecia não mais haver crenças ou coisas que nos requeira atenção, as frases registram sérios enganos mas permanecem numa folha escrita jogada ao sinal dos tempos, ao absurdo... Coisas só para depois da de sessão das dez. 

Disse assim: ouso  vender os sapatos num leilão qualquer na internet no boteco da esquina via android...  isso foi antes de  ontem.

Resguardem-se, a uma língua estranha à verborreia que reconheço,  diria daqui a pouco nos falamos...i will survive! you too ...feel good!!!  de que outra maneira falar de absurdos, tentar dizer as mesmas coisas com palavras diferentes e torcer pelo gol, que não aconteceu, um gol que estufa a rede do meu time, sendo assim desisto de torcer por falta de características ofensivas que levem a vitória nesse primeiro tempo.

Emoções baratas e perigos virtuais que escapam ao controle do firewall freeware.  inventando estória de devoção e entrega, em leitos alheios a estes ao qual me reclino, sem a esperança de um amor definitivo que me leve para longe daqui num devaneio alucinado, fantasias comuns a qualquer um de nós, cercados por fadas anoréxicas, sem capacidade de encantos, só desilusões... folhas ao vento resguardam,  lamentos e injurias inconfessáveis. Aquele que conduz a Luz mar à fora “the ligth housekeeper” de si mesmo dirigindo entre as sombras em busca de amanheceres antes dos recifes de corais, inventaria um groove de teclado “toc knock”,  ou contaria dramas sobre figuras pop e a velha guarda underground, mitos desenhados em um piso quadriculado e geladeira Rosa bebê com a porta recheadas de imãs e outras bijuterias domésticas...bebês de rosemary! daí, diriam outras coisas sobre o ocorrido, na cena , a reinvenção do amanhã. 

Ao meio dia devo almoçar e desfrutar alguns momentos da propriedade de ser o  dono de meu nariz. sendo assim se lhe parece... é. 

A  invenção do mundo e o poder imaginativo das populações locais, revistas sobre o olhar folclórico e dimensões alienígenas à nossa compreensão do fato, à vezes relapso, outras recalcitrante, seguindo tentando mover ente um dedo e outro os hashis que levam o alimento à boca,, pela manhã a Luz nasce e se expande pelo dia. Assim tem sido á milênios, sabe-se como será depois desta era? 

Flertes de flor e orvalho matinal, profanizas, fadas e bruxas pagãs, ninfas gregas desenhadas nas paredes de um ferro-velho. ..Pornografia!

quarta-feira, outubro 23, 2019

Notas no Keep



Venho aqui perambulando, enquanto  em volta os valores se transformam, sem que perceba.  O mesmo olhar , hoje já não serve, existem outros precedentes na estória tornando o passado a cátedra do presente,  não sei se me coloco claro, porém esqueço rápido no transitivo, meio verso subversivo, terrorismo poético;  nada que interfira no decorrer dos artifícios futuros.

Diziam as más línguas coisas absurdas, corrompendo tudo que havíamos estruturado com o passar de nossa patranha impregnada de "fakes" e, outros artifícios complexos criados por mentes distorcidas e vícios de linguagem adquiridos , pelo habito vulgar do poder.

Seguiu rua a fora sem se importar com a vida alheia, reclamou da desordem urbana e a grande quantidade de buracos, imaginou constelações cobertas por buracos negros devorando universos que se expandem em sua ordem natural. recriou o caos e saiu por ai em busca de  empatias, que lhe ensinassem a se ver como nunca tivera imaginado. 

Visões de uma outra dimensão, permeiam a música em suas ensandecidas variações tonais, oriundas de outras interfaces se desfazem em, escândalo sem precedentes. Perdido no centro do obsceno  tagarelar,  perdido entre letras.
Refraseando a frase...."Easy rider" ..."Drop-out".


segunda-feira, outubro 21, 2019

Recortes Geométricos





Parecia irregular aquele movimento, de hipérbole de  perfeita trajetória em constância algébrica,  ainda apostava nas variáveis incontroláveis que envolvia o movimento em outra trajetória senão a admitida pela quebra da inércia.

Movimento aleatório sem nexo, misturando prerrogativas indesejáveis ao pressentido óbvio, exercícios verbais descritos em língua trivial, como vem à vontade, dita sem intervenção, pura e crua,  entre símbolos da cultura paleolítica de um jeito ou de outro à  buscar o entendimento, quase certo, que tentava dizer nada.

Mas mesmo assim falava de horizontes inatingíveis à vontade alheia, ia  sem pensar colocando prosas ao surreal, deixava-se levar por pura brincadeira fonética pronunciando o colorido como eco ao silêncio feito em torno, jamais pensara que assim chegaria a alguma coisa, seguia o engano como quem segue o acerto, esperando chegar ao lugar comum como todos o que tentaram, amassava a folha jogando-a ao cesto impregnado de pensamentos desastrosos sobre a mesma coisa.

Em círculo vicioso votava ao início do parágrafo sem perceber as intenções que o levavam a insistir. Poderia ser uma tentativa bem sucedida de contar uma nova estória ou a frustração da redundância dos últimos tempos, sei la!...

Parece que ia sair do lugar comum à falta de palavras. 

sexta-feira, outubro 11, 2019

Midia


Na desconstrução
e corrupção;
da linguagem,
cria-se: Maniqueul.


domingo, setembro 29, 2019

O dito pelo não dito....





Que me diria, se ouvisse falar sobre os tempos em que se podia sonhar e deixar-se levar  por estórias resultantes da transmissão oral ou de hábitos inveterados,   levar-se pelo verbo e perder-se na escrita,  sem tempo definido apenas palavras jogadas ao vento : seria assim o dito pelo não dito.

Sequência desprovida de sentido, como se fossem as últimas palavras num discurso absurdo, sem sentido como uma vida insana levada ao léu sem destino ou pontuação,  que a normatize, atirada ao vazio como aventura escrita num bloco de notas,  inelegíveis  á guem que por aqui passe, assim ficou sem palavras, procurou dizer algo diferente, mais não disse nada...  returned to the said by the unspoken.

Parecia que tudo corria bem, a manhã com sol,  pássaros cantavam e vizinhos confraternizavam em alto e bom som, tudo era um mar de rosas, entre as brumas da manhã o dia conspirava em seus necessitares.

Parecia que nada de novo aconteceria mas, dentro dos próximos minutos quando o telefone tocar, noticias trarão novidades e outras imagens para a estória, sem que se perceba a cena torna-se obscura, as horas passam, agonias generalizadas pelo desespero que toma conta do ambiente, não sabia como sair desta emboscada criada  pela absoluta falta do que fazer, mudo, sentava e esperava pelo desfechos dos acontecimentos. 

Durante algumas horas esqueceu o que se passava e deixou-se levar por uma leve amnésia, fazendo de conta que ainda lembrava do ocorrido e de suas referências, pura balela, para não perder a pose e ser desmascarado pelo esquecimento, mesmo assim relatou os fatos preenchendo-os de contradições.

 Levantou e foi dar uma limpeza no quintal, a partir dali esqueceu o que tinha a dizer e se concentrou na tarefa, quando voltou percebeu que esquecera o café pronto sobre a cafeteira elétrica, que agora cheirava a requentado, e tinha gosto de asa de barata, não que tivesse tomado chá de asa de barata mas supunha ser igual a café requentado, sendo assim esvaziou o Bule na pia e ficou sem tomar café. Saiu pois há um encontro com o destino,  lembrou de fechar a porta com duas voltas na chave. No celular leu os e-mails,  só recebera spam saiu sem rumo,  ao encontro do inevitável. 

Saiu sem destino em busca do não sei o quê, reparo que a estória se repetia sem dar chance ao novo, velhas estórias contadas em  redundâncias e lendas, se repetem em moto perpétuo de palavras e onomatopeias, absurdas. Repetidas guturalmente por gargantas inflamadas carentes de penicilina, ia corrigindo conforme errava, até esquecer o que escrevera e desconsiderasse o erro. Assim sendo o texto ia se preenchendo de linhas e as palavras ocupando seus lugares nas frases,  pouco importava a concordância só palavras oriundas de conversa fiada. 

Queria poder falar sobre assuntos variados mas faltavam conhecimentos necessários para soltar o verbo, deixou de lado e partiu para outro discurso menos elaborado sobre erotismo destacado sem moralismo que o disfarçasse, sendo assim abusou na retórica dos amantes e suas fantasias, escritas no papel tinham cores literárias deixando de lado o sombrio de suas intenções  depois foi dormir crendo que escrevera um clássico.

Acordou sem saber que horas eram,  saiu da cama se espreguiçou, foi a cozinha fazer café, nem ainda pensara e começou a escrever o que nunca seria contado pois escapavam aos olhos o que observará desde então persegue a Ideia de um texto  sobre invasões alienígenas e bucetas venezianas impregnadas de amor carnal. Deixara de lado a ideia futurista e embarcou no presente sem se importar. Talvez a palavra poderia então usar o verbo no tempo errado e compor frases sem concordância outra vez. Parecia que estava voltando a ter o que dizer, embora os erros de teclagem, tropecem entre as letras que pareciam jorrar num emaranhado, pouco se importava com a chuva fina que caia la fora, estava agasalhado e não sentia frio, dessa maneira deixa de lado a canção e  os headphones em cima da impressora desligada para não gastar energia.

Deixa de lado a falácia e parte para o verbo direto, reinicia o aparelho e aloca espaço na memória, procura pela virgula num teclado virtual, esquece das regras de concordância e coloca a frase no absurdo. 

Assim se valera só intransitivo direto para nada a não ser preencher espaços em branco na memoria manca, subterfúgios para usar o verbo. Passava-se o tempo e a linguagem ia mudando conforme a necessidade de diálogo. Parecia que o tempo não parava e a língua viva se contorcia entre os dentes verbalizando o abstruso,  trocando palavras por sentimentos num tagarelar infinito.

Sendo assim fica o dito pelo não dito e  desta maneira segue a falação enquanto a bateria descarrega e o corretor de texto corrige os erros de escrita. Vivos de um passado recente em nossas lembranças ainda presente nas memorias ditas ao vento, deixadas de lado como todas as outras. Parecia que havia pouca memória e por isso se movia lento descrevendo letra a letra a palavra escolhida, editava aos poucos a ideia concebida, procura o que dizer mas as lembranças se esvaziavam, deixou de lado e partiu para outra. Ainda que o frio lhe dessem arrepios continuava tremendo , vestiu um casaco e saiu por ai em busca de aventuras, a procura de espaço entre estrelas que brilhavam em torno de galáxias desconhecidas ao nosso quadrante.

Debaixo do sol, corpos dourando a pele coberta de protetores Solares, durante o verão. Prometera não dizer mais nada mas voltava a falar como se nunca houvesse sonhado antes com castelos de areia ao sol do meio dia ali secando em sua forma esculpida displicentemente por mãos com artrite, deixava-se levar pelo instinto e nem reparava no que dizia, falando letra a letra o absurdo. Poderia deixar de lado todo o ritual e entregar-se de vez ao paganismo mas, preferiu deixar que as coisas continuassem a ser como eram e deixar-se levar pelo instinto, sendo assim encontraria a palavra certa para o erro. Embora fosse dito que nada passaria falaram pelos cotovelos sobre o que deveria ser dito. 

Formou frases sem nexo e saiu por ai sem saber aonde ir, tentando dizer o dito pelo não dito.