sexta-feira, janeiro 11, 2013

xadrez



Tanto tempo não falava que perdeu o norte, de leste a oeste, uma porta revelando um mundo estranho entre pisos quadriculados e colunas gregas evidenciavam o fim da cultura greco romana, andy vociferando a morte da arte, outros desenhando xadrezes absurdos ente o preto e branco.

outro lado do não dito o fetiche pulando as quadras brancas.quadra em quadra se brincava parnasianamente entre o sem sentido e vã esperança da licença poética...se não houvessem virgulas, haveriam três pontos e assim a pausa se desenharia....havia em outro dia o que não realizamos hoje e depois de amanha outros enganos... assim ficaria sem verbos na forma alexandrina e fora das nornas poéticas que sintetizam os verbos e outras exigências das formas léxicas, dizia assim alice neste labirintos impregnados de papeis esvoaçantes e outras imagens possíveis ao infinito imaginário coletivo, aonde, incautos colhemos o que plantamos; diretriz tão velha como o eterno retorno....

Alice não mora mais aqui. A casa não mais é dela e outros sonhos que não são e insistem se refletirem, como miragens em espelhos que não nos reconhece.

havia em outro tempo algo tão revelador, frases aleatórias num notepad acessório de janela, vomitando verborreia alheia a nossa. falsos perceptores da vã filosofia. mistura de um esperanto kaotico, que não se realiza por não valer nada, apenas outra palavra na tentativa de palavras, palavradas, aradas no terreno da mente.... pensava assim a menina pulando, quadras negras.