quarta-feira, setembro 07, 2005

Ilhas...


Ilhas se cercam de oceanos, ondas, bancos de corais, estrela dos mares e tubarões.
Pessoas se cercam de umbigos, gemidos, silêncios e tempestades. Palavras naufragas, ficam sufocadas em meio a incertezas, e desprovidas da sensível dança, que as acalmariam das gotas de uma chuva já passageira.

Estilos e eloqüências desafiam a vã ciência, a inútil procura formaliza o desencontro, quando descobrimos que o louco quando ri é são, perdemos o sentido da normalidade e nos promiscuímos de vez no aleatório de nossas ligações neurônicas.

Pessoas se cercam em ilhas, a inercia toma conta afastando dos oceanos a ação....trazendo palavras soltas ao vento.....Perdidos em meios as ilhas, naus aventureiras afundam escondendo tesouros aos olhos do homem comum, que desesperado procura, a razão que o salve do naufrágio em meio a todas estas frágeis sensibilidades, talvez embrutecidas pelos medos das tormentas iluminadas por raios e trovões;
atenuadas por melodias singelas de um certo “Amadeus”.

Ilhas podem ser oásis no meio do deserto disfarçadas na miragem de um sedento viajante, que por perder o camelo, caminha agora guiado por um sobre-humano artificio de sobrevivência, que não o permite se entregar.

Muitas ilhas reunidas, traduzem arquipélagos que se interagem, ensandecidos pela camaradagem e seguros de que não estão mais sozinhos, voam para muito além do que supomos como imaginação.

Ilhas são só ilhas e nada mais.

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