segunda-feira, junho 11, 2007

#11...(Reise zu den sterne)

cercado de palavras, envolto em letras no meio de um parlatório virtual, perdido entre manuais de redação e estilos classificando a posição de cada palavra numa pré moldada prateleira colorida de frases brilhantes...procurando por um cotonete para me aliviar a coceira no ouvido para que finalmente possa ouvir minha própria voz cristalina como o primal grito...por enquanto, nascer claro como manhã de sol iluminando o caminho que me leva para longe de casa para perto de uma realidade bem diferente do que a daqui...personas se revelando causando espanto à monotonia dos meus niils, elouquecidos pela falta de crenças....na certeza de saber que até agora nada foi e tudo passou como o que virá tambem passará daqui alguns minutos....enquanto desenho novas letras compondo frases imaginariamente desperdiçadas por quem não tem noção da noção....pelancas e emoções baratas, sesibilidades variadas jogadas ao vento como quem ama em vão!.....como quem desperdiça sem angustia suas inquietações o real é o que é, o resto teatros do imaginario que cultivamos como o background das nossas resoluções, soluções as vezes sofríveis, outras divertidas: silêncio estranho sussurando aos ouvidos a inquietação surealista e o arder do ácido nas entranhas suícidas...agente orange espalhado numa estação de metrô as quatro e trinta da tarde, causando desespero e desesperanças aos que ficam para contar a história; criar ongs e, tentar pelo menos escapar de tudo isso que nos envolve como gosma midiatica desfarçando a mitica marginal do astro das noticias espertas...super violencia da dominação imposição do objetivo. calar bocas no escuro do quarto desfazer-se de si encapar-se com a pele do cordeiro para abrigar-se do frio, perder-se por ai deixar-se pelo menos uma vez não levar-se ao léu....de tanto crer, descrer-se de tudo que creu...refantarziar-se como a descrença a duvidar de si mesma, reinventar versos incertos como esses que não conseguem se justificar.....olho de sapo na esfera do chupa cabras...... desdito justificado como o descaradamente falado.

o verbo traduz-nos, o bloco de nota é o espelho aonde se reconhece o que cala como o calo que só a gente sabe aonde doí, passos incertos pela avenida da saudade num suburbio, em qualquer lugar do pais...universos se desfazendo nas minhas fantasias, expectativas frustradas nesse verso de interminavel sofrimento...low self opinion!...mas o mais engraçado é que tenho a certeza de poder voar atravessar buracos negros descobrir dimensões alem daqui....como astrounauta fincando bandeiras em terras alienígenas, fixando o poder do estado nos mais obscuros cantões alem daqui ou dali.....não há porque explicar o que acontece em volta se tudo baila diante dos olhos como fumaça exalada após um trago assoprado criando rodamoinhos, em quatro mil e poucos agentes cancerigenos....como se o açúcar não fosse tão pernicioso quanto o fumo.....ou se queimar florestas inteiras não faça mal a saúde planetária.

tudo é sempre a mesma coisa, culto de personalidade ninguém quer ser anonimo, todos querem um lugar ao sol, destacar-se na espécie ser produtivo como os nossos fantasmas o foram, a tirania das tradições a nos conclamar a trair tudo o que nos liberará desse mar de bobagens e promessas esquecidas no oceano das expectativas....palavras ditas assim como quem compra por um conto os pensamentos...um queijo e um beijo...give me enough!!!!!...alemão cheio de consoantes com poucas vogais, quem sabe, como um louco dançando com a própria sombra por ter tanta fé no amor....elogiando sua loucura como versos de um certo Erasmus e ao tilintar das moedas na pia bastimal, há muito tempo bem antes de qualquer um de nós, agora!....não mais em outras palavras na boca de gerações ainda desconhecidas para depois da laranja mecânica, esta, ainda depois destas.

palavras, só isso o que nos resta para contar a nossa história, a tradição oral acompanha nosso percurso e o que fica são as lendas que inventamos quando tentamos contar nossa passagem. enfim aqui e agora!..antes nomades;

- agora sedentarios presos as fantasias enraizadas no solo das imaginações!

....depois é amanhã; talvez, nunca mais!!!


Air Guitar:
Surprise you're dead
Faith no more - The real thing

Prefiro um sobert de Goiaba sem açúcar!
ao Petit gatou com sorvete de baunilha!

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