segunda-feira, dezembro 31, 2007

Às Boas Terças Feiras ( De Novo a New Year's Day).

Pelo visto não mudou nada,
só fingiram tirar a poeira das prateleiras,
mas, vai ser terça-feira como sempre,
só que com muito mais gente de ressaca
e capitalistas desejando ficarem mais ricos.

Air Guitar:
Scratche's in a mechanical skin
Ledo Engano - Scratche's In a Mechanical Skin


Tranqüilidade, Saúde & Alegria!
em nome da mãe, amor!

Soundgarden - Rusty cage

sábado, dezembro 29, 2007

Anthrax - Only

Provávelmente, você ainda não encontrou respostas para aquelas questões.

já que você insiste,
sem cerimônia,
vou vomitar o verso
na sua cara!

Air Guitar:
Only
Anthrax - Sounds Of White Noise


Everything is perfect....
Everything is sick....
I wanna take my self!

quinta-feira, dezembro 27, 2007

The Pretenders - "The Adulteress"

Possívelmente, você está imaginando para que esta aqui.

as imagens vêem frias ao olho.
do verso vêem as palavras,
ardentes como a
pronúncia do verbo!


" C'mon barbie!,
come us to the party!"?....

Air Guitar:
The Adulteress
Pretenders - Pretenders II

Infelizmente;
tudo ainda é o mesmo!

domingo, dezembro 23, 2007

REO Speedealer in San Francisco 1997

Tatú music...Muézinha mix

Precisa dizer algo?
falar alguma coisa?
então diga!

eat a cherry pie
scream in a
cream pie!


grite, finja-se de surdo,
de mudo; de cego,
a deaf dumb
....but eat the pie.

Trilogias
para compensar
os quaternários
liberadores da solidão.

Falsa história
feito contos cheios
de falsos compromissos
e banhos de lixa
após a cena amorosa.

num motel suburbano,
apagam-se as velas,
incendeiam-se os lampiões!
alguem mata a paz!

...

creio em Deus
sobre todas coisas,
mas não creio
em todas as coisas.

Air Guitar:
Viva la Vulva
Speeddealer - REO Speaddealer

há ih!, odeio uretras & intestinos!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Devils - 69Eyes

Revol

O quê você está fazendo aqui;
Senão Eu! Revolução...
rebelião ao verbo....

palavras ali no meio da mídia,
criando temores aos produtores
diga não à depressão!
quem sou eu para desejar alguma coisa?
mamãe; eu não quero litium,
muito menos prosac!,
folhas de alface com batatas fritas
e hambúrgueres brincalhões
que me devoram dia a dia o desejo
de acabar com a monotonia.

isso não é música;
- é terrorismo poético!
olha como esses cara tocam!
toca aí cara!

Refrão a parte, composições de verbos
se fazem necessárias,
semânticas imaginárias de um; - zé urbano
...não qualquer zé! mas zé!

o quê você está fazendo aqui;
Senão, Eu! Revolução...
rebelião ao verbo....

se você não entende,
então mergulhe
onde o fôlego anão alcança
se desfaz por desfazer-se...let it be....

let it bleed!

Air Guitar:
Brown Shoes Don't Make It
Frank Zappa & The Mothers of Invention
Mothermania: The Best of the Mothers

It Can't Happen Here

quinta-feira, dezembro 20, 2007

The Name Of My Baby - Sandra Nasic

Esquizophonia!

Circulando
entre vozes que,
sussuram aos ouvidos
sobrepondo, a voz.

esquizofrenia bipolar.

left-rigths,
monos montados
em espaço orbital,
impregnados de VST's.

filtrados nos fones,
de obsecados por barulho!


Paranoia! Paranóia!
controlada por dogras!
Esquizofrenia Paranóica!
controlada por dogras!

Pavlov's dog!

Meu auto-falante é mais
dinâmico do que o seu, sei!
tu quer chegar a alguma coisa,
e, nós à coisa nenhuma!

Nenhuma!Nenhuma!Nenhuma!
Nenhuma!Nenhuma!Nenhuma!

Nem umas!

Paranoia, esquizonoide!
controlada por dogras!

O Cão de Pavlov!
baba quando há ração!

Air Guitar:
Esquizophonia!
Oralbox Pollution - Straight to the ears


Um cão amarelo uiva para a lua!

On a Pale Horse

terça-feira, dezembro 18, 2007

Só falar....

Mas é, agora que vai fazer falta?
(tattoon nerd mix!!!)

I
mira teus cabelos de abacaxi,
amarelos que nem o sol
em entropia magistral.
verso mau-feito por
um mau poeta....

II
agora deixa de lado...né!?.

Air Guitar:
Hot Knives And Open Sores
Orange Goblin - Healing Through Fire


fala quem quiser....!!!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Clã/Destinar

" As idéias se aperfeiçoam.
O sentido das palavras também.

O plagiato é necessário. O avanço implica-o.

Ele acerca-se estreitamente da frase de um autor, serve-se das suas expressões, suprime uma idéia falsa, substitui-a pela idéia justa. "


Guy Debord

Air Guitar:
A Palo Seco
Belchior - Belchior

São Longuinho, São Longuinho!
Se eu achar dou três pulinhos.

La vie des Smileys III - Smiley - ( Zé Felipe's conclusional mix)

Parque das Ruínas - S.O.M

terça-feira, dezembro 11, 2007

La vie des Smileys II - SMILEY ROCK (Smileys overdosed'ubed_2_in_One_Mix).

La vie des Smileys

Tesouros da Juventude VIII

O LIVRO DE THEL
William Blake (1757-1827)


Mote de Thel
Sabe a Águia o que há na toca?
Ou à Toupeira perguntarás de que se trata?
Cabe a Sabedoria numa vara de prata?
Ou o Amor numa taça de ouro?

I

As filhas de Serafim conduziam suas ovelhas radiantes, Todas, salvo a mais jovem: lívida, buscou ela um ermo, Para definhar como beleza matutina em seu dia mortal:
Pelo rio de Adona, ouve-se o sussurro de sua voz, E assim seu suave lamento cai como orvalho da manha:
“Oh vida de primavera! por que definha o lótus, Por que definham as crianças da primavera, nascidas apenas sorrir & perecer?
Ah! Thel é como pálido arco-íris, e como nuvem que parte;
Como reflexo num vidro; como sombras na água;
Como sonhos de crianças, como um sorriso no rosto de uma criança;
Como o arrulho de um pombo; como o efêmero; como música no ar.
Ah! serena possa eu me deitar, e serena pousar minha cabeça,
E serena dormir o sono da morte, e serena ouvir a voz Dele, que caminha pelo jardim ao anoitecer”.
O Lírio do vale, respirando na relva humilde, Respondeu à graciosa donzela, dizendo: “Sou uma planta aquática, Sou pequenina e adoro viver em vales baixos;
Tão frágil, a borboleta dourada mal consegue pousar em minha cabeça.
Todavia, visita-me o céu, e aquele que a tudo sorri
Caminha pelo vale e toda manhã sobre mim estende a mão,
Dizendo: ‘Alegra-te, tu, relva humilde, tu, flor de lírio recém-nascida,
Tu, meiga donzela de vales silentes e riachos modestos;
Pois de luz serás vestida, e nutrida com o maná da manhã,
Até que o calor do verão te dissolva junto às fontes e às nascentes
E floresças em vales eternos’. Por que então deve Thel Lamentar?
Por que deve a ama dos vales de Har emitir um suspiro?”
Ela acalmou-se & sorriu entre lágrimas, sentando-se então em seu trono de prata.
Thel respondeu: “Oh virgenzinha do pacífico vale”,
Tu, que provês aos que suplicar não podem, aos emudecidos, aos fatigados;
Teu hálito nutre o inocente cordeiro, ele fareja tuas vestes lácteas,
Pasce tuas flores enquanto para ele sorris,
Removendo-lhe da boca meiga e mansa todas as máculas contagiosas.
Teu vinho purifica o mel dourado; teu perfume,
Que esparges sobre cada laminazinha de relva que brota,
Reanima a vaca ordenhada, & amansa o corcel inflamado.
Mas Thel é como tênue nuvem abrasada ao sol nascente:
Esvaneço de meu trono perolado, e quem encontrará meu lugar?”
‘Rainha dos vales’, respondeu o Lírio, “pergunta à frágil nuvem
E ela te dirá por que reluz no céu da manhã,
E por que difunde sua luminosa beleza no ar úmido.
Baixa, Oh pequena Nuvem, & paira ante os olhos de Thel”
A Nuvem baixou e o Lírio, depois de inclinar a cabeça modesta,
Foi ocupar-se de seu numeroso rebanho no relvado viçoso.

II

“Oh pequena Nuvem”, disse a virgem, “peço-te que me digas
Por que não te queixas quando, num instante, desapareces;
Então te procuramos, mas não encontramos. Ah! Thel se parece contigo:
Dissipo-me: contudo, queixo-me, e ninguém ouve minha voz.”
Em seguida, a Nuvem mostrou a cabeça dourada & uma forma luminosa surgiu,
Pairando e reluzindo no ar, ante o rosto de Thel.
“Oh virgem, não sabes que nossos corcéis bebem das nascentes douradas,
Onde Luvah revigora seus cavalos? Consideras minha juventude
E temes, porque esvaneço para jamais ser vista,
Que nada fique? Oh donzela, digo-te, quando me dissipo
É para engrandecer a vida, o amor, a paz e os êxtases sagrados:
Baixando invisível, sustenho minhas alas leves sobre flores aromáticas,
E cortejo o orvalho de olhos claros para que me conduza a sua tenda cintilante:
A virgem plangente ajoelha-se, trêmula, ante o sol nascente,
Até que nos elevamos ligados por uma faixa dourada e nunca nos apartamos,
Mas caminhamos unidos, alimentando nossas flores delicadas”
“Verdade, Oh pequena Nuvem? Temo não ser como és,
Pois caminho pelos vales de Har, e sinto o aroma das flores mais doces,
Mas não alimento as florzinhas; ouço o gorjeio dos pássaros,
Mas não alimento os pássaros que gorjeiam; eles voam em busca de seu alimento:
Mas Thel já não se deleita com isso, porque definho;
E todos hão de dizer: ‘Para nada viveu essa mulher fulgurante,
Ou viveu apenas para servir, na morte, de alimento aos vermes?”
A Nuvem recostou-se em seu trono aéreo e assim respondeu:
“Se serves, então, de alimento aos vermes, Oh virgem dos céus,
Quão útil, quão afortunada és! Tudo o que vive
Não vive sozinho nem para si mesmo. Não temas, pois pedirei
Ao frágil verme que deixe o leito inferior, para que ouças a voz dele.
Vem, verme do vale silente, à presença de tua tristonha rainha”.
O indefeso verme apareceu, sentou-se na folha do Lírio,
E a luminosa Nuvem partiu, para juntar-se ao companheiro no vale.

III

Atônita, Thel viu então o verme em seu leito orvalhado.
“És um Verme? Imagem da fragilidade, não és mais que um verme?”.
Vejo-te como uma criança envolta na folha do Lírio.
Ah! não chores, pequena voz, podes não falar, mas chorar podes.
É isso um Verme? Vejo-te indefeso & nu, chorando,
E ninguém para acudir, ninguém para confortá-lo com sorriso de mãe.”
Ouvindo a voz do Verme, a Argila ergueu a cabeça compassiva:
Inclinou-se sobre a criança plangente, e sua vida exalou.
Branda ternura: em seguida, em Thel fixou os olhos humildes.
“Oh beleza dos vales de Har! não vivemos para nós mesmos.
Julgas-me a mais vil das criaturas, e de fato o sou.
Meu peito em si é frio, e em si é negro;
Mas aquele que ama o humilde deita sobre minha cabeça seu óleo,
E me beija, e em torno de meu peito ata seus laços nupciais,
E diz: ‘A ti, mãe de meus filhos, amei,
E a ti ofereci uma coroa que ninguém há de usurpar’.
Mas como isso sucede, doce donzela, não sei, e saber não posso.
Pondero, e ponderar não posso; todavia, vivo e amo.
A filha da beleza enxugou com seu véu branco as lágrimas misericordiosas,
E disse: “Ai de mim! Disso eu não sabia, e então chorei”.
Que Deus amava um Verme eu sabia, e punia o perverso pé.
Que de propósito ferisse seu corpo indefeso; mas que o nutria.
Com leite e óleo eu nunca soube, e então chorei;
E lamentei no doce ar, porque definho,
E deito-me em teu leito frio, e abandono meu destino fulgurante”
“Rainha dos vales’, respondeu a Argila matrona”,ouvi teus suspiros,
E todos os teus queixumes sobre meu teto se agitaram, mas fi-los descer.
Queres, Oh Rainha, adentrar minha casa? A ti é dado entrar
E voltar: nada temas, entra com teus pés de virgem.”

IV

O terrível guardião dos portões eternos ergueu a trava do norte:
Thel entrou & viu os segredos do reino desconhecido
Viu os leitos dos mortos, & onde as raízes fibrosas
De cada coração na terra cravam fundo suas irrequietas torceduras:
Um reino de tristezas & de lágrimas onde jamais se sorriu.
Ela percorreu o reino das nuvens na escuridão dos vales, ouvindo
Tormentos & lamentos; esperando, muitas vezes, junto a uma sepultura orvalhada,
Ficou em silêncio, ouvindo as vozes da terra,
Até que a sua sepultura chegou, & ali sentou-se,
E ouviu esta voz de pesar soprada de dentro da cova vazia
“Porque não podemos Ouvidos à própria destruição cerrar-se?”.
Ou os Olhos brilhantes ao veneno de um sorriso?
Por que estão as Pálpebras providas de setas prontas para o disparo,
Quando há um milhar de guerreiros de tocaia?
Ou Olhos de dons & graças chovendo frutos & moedas de ouro?
Por que a Língua impregnada do mel trazido dos ventos?
Por que os Ouvidos, ferozes sorvedouros para sugar citações?
Por que as Narinas amplas inalando terror, trêmulas, & atemorizadas?
Por que um brando freio no vigoroso jovem ardente?
Por que uma pequena cortina de carne no leito de nosso desejo?”
Sobressaltada, a Virgem ergueu-se de seu assento, & com um grito estridente.
Fugiu dali livremente, até entrar nos vales de Har.

Air Guitar:
Raider’s on the Storm
The Doors - Morrisson Hotel


terça-feira, dezembro 04, 2007

Aneroxia

Meu coração carrega ruas desertas,
por onde erram aleatoriamente,
vãos sentimentos, que planam por aí
pelos frios ventos emocionais
que sopram o vazio
do ausente hálito,
no leito ao amanhecer.

Silencios ensurdecedores
falam à minha cabeça
palavras que ainda
não foram pronuciadas
e, que talvez nunca serão ditas.
seco, como miragens que evaporam,
esperanças de não se deixar esmorecer...
levantar-se & arquitetar a queda,
desfazer-se do sonho.....nihilisme!

Low!

as vezes sinto vontade
de vomitar emoções
que já não me alimentam
virar pedra, total inanição afetiva.
por ai tropeçando em
degraus que não consigo subir
criando feridas emocionais
que alimentam volateis sentimentos,
outrora espessos como o ciclo das estações,
carregando dia a dia o esquecimento,
vou passando pelo outro que passa.

invisível feito memória
obscuro como blackout,
vou deixando pegadas por aí
sem que ao meu lado
outros pisem!...vou seguindo!
Another face that i see
another dream there i dream,
despertares & gratitudes matinais
generosidade de querer,
fazer tudo por alguem.
mas não há por quem fazer!

do you wanna dance?
esquecer-se, bailar por aí
dar-se de licença poética,
virar o simbolo,
deixar de lado, personas,
desfazer-se em pedaços
ensaiados no dia anterior
exercitados de manhã cedo
num tai-chi imaginado
nas sombras que
habitam as paredes.


wall's don't talk!

Air Guitar:
God is a Bullet
Concrete Blonde - Essentials

We know, all words need phonetics!

sexta-feira, novembro 30, 2007

Verbo ad verbum! (The oralbox pollution)

meu texto continua ruim.
e o meu português pior ainda,
de que outro jeito
conseguiria falar?

deixar de dizer
toda essa bobagem
que insisto tagarelar
coisas assim, como dizer
o que não queria ter dito,
ficar de saia justa no meio do baile
ser barrado, logo; na porta.

- sabe como é?

ter verbos e não saber compo-los,
feito criança que não sabe andar
e, fica dando cabeçada,
no chiqueirinho, por aí !

-até apreender!

como caber na caixa
num outro lado da lua,
u will die, like a star's death
in our ancestrale temple.

é assim quem sabe fala,
e não sabe do que fala
quem não sabe tem a certeza
de dizer alguma coisa.
....subjetivas conspirações.

K...ôlha, olhás o que?!

objetiva é a ideia de vender
milhões de tubos de pasta de dente
aos cariados de plantão...
cruzes, dentes amarelados,
enfraquecidos de flúor e,
clorato de magnésio!

dentaduras dançando nas gengivas,
ensinando que o preço,
p'rá um "corega" é vinte contos
e talvez alguns centavos,
à mais ou à menos!


Air Guitar:
Low
Cracker - Kerosene Hat

Entrelinha:
Zé Urbano

Na fila fica quem necessita!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Vozes

Ouço vozes do outro lado do mundo
eu ouço vozes se lamentado do rosto que tem
ou da vida que levam,
ouço vozes por ai me contando estórias
sem vírgulas ou qualquer outra acentuação
falando, respirando letras da maquinação
comum a qualquer um de nós,
coisas assim como as que usamos
quando queremos fazer charme
ou mostrar indignação.

Ouço vozes ao lado, afirmando que uma boa mulher
esta difícil de se encontrar ou que não há um ideal de homem,
enfim elas falam o que tem para dizer, brincam com o verbo
como crianças alvissareiras brincam:
de construir castelos com blocos de lego.
....lego'n'roll... por ai.

Vou ouvindo rumores
sobre o que não aconteceu,
lendas urbanas difíceis de acreditar...
lamúrias de viúvas deserdadas de suas usanças...
passwords sussurrados ao pé do ouvido,
vou por ai ouvindo o que chega aos meus ouvidos
tentando adivinhar o que passa por outros
curioso, vou tentando ouvir tudo que posso
mantendo minha boca calada,
pronta para soltar o verbo, dizer qualquer coisa e,
passar como se nunca estivesse estado aqui
antes de querer me esquecer de que quis
estar por aqui num momento ou outro....

Qualquer dia desses, silenciosos
como aqueles em que você não fala com ninguém
fica, calado ouvindo vozes na cabeça
só para ter o que escutar,
para afastar a sensaboria escaldante
da tarde de mormaço primaveril,
falta d'água e vontade de ficar de falação fiada
com qualquer um que pareça simpático
....paranormal, paradoxal;
alguém para se jogar conversa fora,
ouvir um pouco do que as vozes oferecem durante o dia.
Quem sabe essência de sonhos....
recheio de idéias, caldeirão do diabo,
quem tem a cura para dor!....o sabor de tutti fruti,
a bossa nova...e, o samba de uma nota só?.

Quando você chama meu nome,
diz por vezes coisas que quero ouvir,
por outras o que não quero escutar agora.....
ainda não, cria a expectativa de quando sim.....
falar o que se tem pra dizer, desopilar-se de esquisitices
a rapping tongue falando pelos cotovelos...
falando o que quer e o que não quer,
sem noção de como acabar o verso,
fechar a canção, esquecer de vez o que veio dizer
calar-se como um túmulo,
e ficar por ai ouvindo vozes.
...que vem do outro lado do mundo!

Air Guitar:
Orthodox Caveman
Sun O))) - Black 1

Se quizer dizer, Diga!

terça-feira, outubro 16, 2007

O Espelho

O que quê eu vou ver?

Aquela imagem que te olha no espelho
é você que vê a imagem
ou, é a imagem que te vê?

A imagem se reflete, multiplica-se,
e sonhos se perdem por aí.
a imagem que tu carrega no espelho
será mesmo a imagem que tu vê refletida?
o que te leva a ver o que tu vê,
o que te leva a crer no que tu crê!?

Você não percebe que criamos
um mundo de realidades
e que todas elas são tão virtuais
quanto as imagens que,
nos olham marginais atrás de um espelho.
olhares infortuítos que partem
de nossas cavernas interiores,
do nosso inconsciente;
vamos falar ainda sobre
o que não sabemos sobre nós!


II

Respire o silêncio que vem do teu interior,
descobre nele, teus gritos e teus berros na vida
por ser o que nunca conseguiu ser
e, que a imagem sempre foi.
o que te olha quando,
você se vê no espelho?
você ou a imagem que te reflete
e que você desconhece como o
negro de teus pensamentos,
o negro dos teus sonhos,
à quem pertence a imagem no espelho?
a mim? a você ou, ao espelho?

buracos negros de vulgaridades
e outras reações que descrêem as reais,
buracos negros; inconsciência e percepções
de desejos e sonhos vulgares.
o que te olha quando você olha para o espelho?
você ou a imagem?
o que é você? você é a imagem?
ou a imagem no espelho é você?

A imagem que você vê no espelho
nem sempre corresponde a realidade
que você entende, as vezes ela é bem diferente,
as vezes ela esta bem longe de ser percebida,
as vezes ela passa ao lado,
ao léu sem que você perceba,
e assim você vai caminhando entre o sonho e a realidade
sem saber o que é um e o que é o outro.

-Binário!

O que você vê quando olha para o espelho?
Não consegue ver o que esta por detrás do espelho,
ou, o que não se consegue enxergar?.

Então, abra a tampa; não apenas olhe.

- Enxergue!

Air Guitar:
O Espelho
Ledo Engano
A Face In The Miror Belong's To Somebody Else!

Um desses garotos vai mudar o mundo, os outros nem tanto.

terça-feira, setembro 25, 2007

...

Olhando para o mundo com boa vontade, sinto a gratitude invadir minhas mais viscerais criticas, e quase esqueço da palavra sobre desapontos e outras mazelas, falando assim, nada digo enquanto a boca sem bater com a língua nos dentes, matraca o silêncio, as vicinalidades da falácia desajeitada como quem anda com perna manca querendo parecer elegante na saia justa, combinada com um legging magenta, em cima de um salto alto com os cabelos descoloridos tratados com hidratantes e escovas aromatizadas com qualquer essência, que a química evidencia.....se você pretende ser uma estrela, caminhe de pés descalços sobre os cacos da civilização, pise sobre a lixívia do mal-ilírico, nos desejos comercias e use um pouco mais de oxitocinas, daquelas embaladas a vácuo, coloridas artificialmente expostas nas prateleiras das drugstores suburbanas que funcionam 24 horas a semana toda...disfarçe-se de qualquer coisa diferente do homem comum e conte algumas mentiras ensaiadas diante do espelho da mídia....deseje palavras que nunca disse, pronuncie fonéticas que não sabe, fale em entrevistas imaginárias com vampiros.

Todos consomem o fogo, dos desejos, da dialética e da fome para não comerem a cru a verdade de seus desejos, pode parecer estranho ao inconsciente do dadaísmo psicodélico que manifesta na garganta a falta de pastilha que cura o arranhar bacteriológico predito for the manufacturers of painkillers...black birds de olhos trespassados por agulhas acupunturais fabricadas com aço eslovaco, para cantarem melhor as fantasias da dor que nos cerca dia a dia como quem busca terapias alternativas para se curarem do vicio dos analgésicos....por outro lado há quem se alimente de forma integral para se salvar da tanatognose e dos milagres espirituais, cagões que sofrem de prisão de ventre e vivem a reclamar do entupimento emocional.....reich os reinventa na repressão anal enquanto laboratórios faturam milhões ao fazer-lhes cagar seus medos em fossas movediças, impregnando-os de moedas emocionais, diria freud contrapondo jung, num discurso anímico jamais revelado pela tipografia de gutenberg ou pelo hipertexto que nos “linka” ao virtual da cultura básica dos que servem aos interesses da industria que os divulga em troca do faturamento que pagarão as contas de sua manutenção, não como mantidos liderando o espatáculo, mas como perpétuos masters de uma cultura qualquer de bactérias, iníquos gritando pelo direito autoral de suas idéias assimiladas de outrens advindos de outras eras, parafraseando o absurdo imperceptível ao homem comum, apenas outro remando no pacthwork cultural que decoram a ideologia dos auto denominados formadores de opinião, direcionadores da escravidão senhores da falácia pós moderna, mestres da escravidão vindoura, aliciadores de nossos filhos e das gerações aleatórias ao livre arbítrio...cultuadores de suas próprias personalidades.....how do you think it feels?....o que você deseja senão o poder, expensive wines e alguma droga para lhe aliviar a dor da servidão que submete ao conhecimento do contemporâneo e da momentânea idéia dos quinze minutos de pop art num programa de entrevistas sobre culinária e auto-ajuda nas manhãs do nosso monótono dia a dia, e os que aguardam serem salvos pela falácia do locutor que nos vende a ilusão de nos tornarmos mais interessantes pelo que nos oferece o tele marketing que nos vende as mesmas coisas que nossos antepassados consumiram como novidade numa manhã de segunda feira em séculos passados....a tarde nos aguarda o ainda desconhecido milagre do milênio e as promessas da mesma revolução industrial que escraviza massas no chão das fabricas e a contribuição para uma prometida aposentadoria que alimenta a massa corrupta, que nos ensina como nos comportarmos com ética e a olharmos aos nossos umbigos.....no tomorow after yesterday, só promessas que ficaram perdidas quando acordarmos de manhã diante do desconhecido milagre on the new day raising.....qualquer coisa assim como a expectativa de ser atendido rapidamente numa lanchonete de junk food na hora do almoço, ou quem sabe no posto de assistência médica quando se necessita curar o medo da falência múltipla...isso tudo pode parecer esquizofrênico diante da lógica elaborada como estética formal, mas qual autor de seus dias não é esquizóide diante da obra e da realidade?..suas fantasias criam mundos melhores ou piores conforme a necessidades de seus devaneios ou de seus bolsos, depende do patrocinador generoso e do volume de suas contas....build it for make money....pouco lhes importa se um desses garotos vai mudar o mundo ou se outro repetir o já dito pela fantasia do que informa estes das peripécias e intrigas...que se venda milhões de unidades e se crie o fenômeno do sucesso de vendas.....milhões de unidades faturadas em unidades serão milhares de zeros na conta bancaria...mommy i want some bilions bucks in my empty pocket.....se você quer ser como eles venda-se como os que caíram nas graças de quem detém as tendências de mercado e controlam as palavras que podem ser ditas......não há temporalidade no meio do verbo que as despreza, não só na conjunção ou na concordância verbal!.....que verbo é esse? que não pode ter gerúndio?......qual é a palavra que não bate com a língua nos dentes: - O Um, ou Om! Hem?

- O que dizer quando não há nada a comentar?

Air Guitar:
Headead For Destruction
Jackyl - Push Come To Shove

Say Yeah!

terça-feira, agosto 21, 2007

Lost In The Supermarket

Perdido no supermercado vim aqui comprar umas pilhas AAA pro player e um saquinho de biscoito de isopor para concorrer a um laptop.....to aqui empurrando um carrinho a meio imbecis que param no meio do corredor para escolherem um refrigerante pro almoço, outro para os cachorros quentes.... stay away. "não vá se perder por aí!"...perdido no açougue procurando se hão fatiados e na padaria se há miojo....cadê a seção de dietéticos, quero um adoçante de baixa caloria, por aqui dirigindo um carrinho ao qual tropeço se não andar de pernas abertas...fucking designer.... sem o mínimo saco para estar na rua. neste momento louco p'ra ouvir musicas e a realidade fantasiada pelo silêncio da casa, can't stand me!....não há mistérios nas sombras.

De que lado ficam os cereais, aonde está o club social e a reciprocidade socialista? aonde estão os profetas e a interação com os dogmas da dominação ancestral, resta-nos a mercantilização da consciência coletiva como produto e as teorias de coué sobre ilusionismo e comunicação de massas...they all heave abandoned their hopes, granjeando houdim criando ilusões, veromissíveis como encontrar queijo mussarela fatiado ou em pedaços no seu setor e na sua baia!

não, concerne!...
sei que é ilusionismo,
ninguém atravessa paredes!

Pelo corredor de conservas procurando por caldo de legumes olho e me lembro que não tenho molho inglês, shoyu e alcaparras.....procuro os de vidro, afinal vidro é melhor que os "pet"....são facilmente mais aproveitáveis do que os de plástico.....essa coisa ecológica deve estar na ordem do dia afinal temos que conquistar a autonomia da auto sustentabilidade e acabar de vez com este papo politicamente correto do que tem que ser feito para salvar-nos do mundo; suposições só secam o processo revolucionário, retardam opções urgentes e favorecem a corrupção reacionária.

circunlóquio! ninguém, reconstrói atmosferas!

De vez em quando, um acidente de trânsito entre os corredores deste labirinto consumista, nos olhamos culpando um ao outro por nosso fracasso direcional, ai eu fico pensando; se déssemos...cérebro a um macaco ele irá localizar seu umbigo no centro do universo e queimar os que desafiarem esta inquisição, espraguejando planfetarismos zelosos sobre lei e ordem, o direito de ir e vir e outras baboseiras que nos são inerentemente herdadas por direito e pela genética que evolui fazendo gerações melhores que a nossa, agora, segundo darwin e os que professam suas idéias evolutivas e as naturais possibilidades de crescimento..... saber que olha para luz e não vê só deus, disfarçado num corante que fornece o falso brilho ao molho ou as centenas de produtos que as vezes não há dinheiro para comprar e outras a de ter grana e não se decidir o que comprar, ter ou não ter, ser ou não ser, crer e não crer; rimam tanto que podem se afirmarem e se contradizerem, até ai não disse nada, aliás nunca quis dizer nada definitivo, nada que afirmasse o que diante dos meus olhos se contradizem como ofertas que vendem o preço real dos produtos sem a ganância de quem as oferece e a prestação da tv de plasma vencida a três meses....inadimplente!

Passando numa seção de utilidades domésticas me encanto com um espremedor de alho e um ralador de cebolas no qual feriria a ponta dos dedos desarvoradamente, ralando tudo que pudesse ser ralado ou, ao verbete espremer a iníqua promessa de vexar para salvar. sendo que ai seriam bolhas e certamente depois, calos!....trágica mágica da fatalidade, mas nada do que não me recupere ou faça com que durante alguns dias, desfile curativos incorporados aos modelitos moderninhos e básicos.....será? Que existe alguma outra coisa deste lado com tanto apelo para a mesma coisa....será que nas saídas nos esperarão caixas? temos que embalar tudo isso para carregar rua à fora, presas aos ganchos de nossas mãos.

o pão que se esfumaça na cesta tão quentinho que todos o querem ao mesmo tempo, feito famintos que nunca comeram do pão fascinados pelo aroma do trigo sovado e assado, se lançam numa batalha edaz, quem vence se serve da melhor nacada, aos maiores supõem-se melhor qualidade ou um quantum menor de energia?.... expectativas são tão miseráveis como qualquer outras que circulam por estes entrepostos de ilusões e guloseimas, esperanças em vão: quinze minutos para decidir se leva ou não! fora as compras de impulso que não demandam escolhas....hoje a noite tem decisão and i’m here, yet...procurando por uma promoção relâmpago para poupar alguns trocados no filezinho de frango, já que a economia é instável favorecendo só os especuladores atrás de ganhos do capital predatório...vou navegando por esse piso de granito, impecável como um novo escândalo estampado nas capas dos jornais expostos como iscas para venderem revistas de moda, culinária e auto ajuda...macroestesia justificam os crendeiros.

Continuo a achar graça de tudo isso, vou rindo do que não creio fazendo metateses dizendo qualquer coisa que a boca inventa...ou que o hálito volateia no meio de um arroto...no meio da falácia critico etmológica percebo que o mundo entorno não é tão ruim como imagino, mas sei que é necessário perceber suas contradições para melhorar nossas condições existenciais, afinal tantos passam fome, não tem educação e nem direito a saúde, tantos vivem neste mundo maravilhoso, abandonados pelas esquinas dormindo em papelões esticados ao relento, cobertos por mantas de plástico negro que embalam as mercadorias que chegam das mais diversas regiões deste mundo globalizado, neo liberal de milionários especuladores e miseráveis catadores do lixo produzido por estes que desfilam suas vaidades nos chás de caridade que oferecem paliativos as soluções que se fazem necessárias pára que o mundo se torne algo distante desta critica incessante a interpretá-lo.....repentinamente me espanto com o preço dos laticínios, tornaram-se proibitivos para muitos e pouco importa ninguém boicotará e o quartel os manterá em alta até o final da entre safra quando os tonelames estiverem transbordando de etanol, daí quase todos poderão voltar a comer romeos e julietas....a seção de vinhos é do outro lado não vejo nenhum hidrópico por aqui.

- afinal! quem carrega ovos tem que ter cuidado para não quebrá-los.

Air Guitar:
Ain’t Today Tomorrow’s Testerday
Amon Duul – Almost Alive

Don’t loose the sense of direction

sexta-feira, agosto 10, 2007

My Room

Perdido no labirinto do quarto, entrego-me ao sono, deitando no chão que ainda não foi varrido, tomado por ácaros hostis que se deitam ao lado propondo um amor impossível de se realizar, simpático ao escuro e ao mistério do futuro fico aqui rezando pelos segredos que desconheço, pelas lembranças que assolam ao sonho, só uma triste e rústica definição do sofisticado que revelam os inconcientes inconfessáveis, cercado de anjos reviro a cama suando nesta noite interminável e insone....o medo do que não consegue lembrar dos sonhos e não tem nenhuma identidade noturna, buscando promessas que se desfarão quando os olhos se abrirem e enxergarem as primeiras cores do dia neste quarto vazio de nós & de vocês, impregnados de ausentes lembranças de um ontem que se tornou ilusão na manhã anterior a esta que confessa existências posteriores...o corpo busca a existência na certeza da morte a qualquer momento, nas palavras que emocionam, transgredindo o que ainda não foi dito como as lembranças de uma alma ainda não nascida, ainda não realizada, abortada como pecados que buscam remissão....olhos negros que nunca olharão a luz, nunca se porão em meio a dúvidas e dores...só lamúrias neste quarto vazio aonde os mosquitos lutam desesperadamente para porem ovos, perpetuarem-se zumbindo a ouvidos sonânbulos, desesperados buscando por uma razão para voltarem a existir na manhã que me incendiarão os olhos, oferecendo informações a retina, ativando a curiosidades pelas letras que dirão outras palavras, que mostrarão outros caminhos em meio ao desespero que já não cria angústia ou traduz alguma dúvida....só palavras aleatórias falando as mesmas frases que escuto desde o nascimento pela boca de minha mãe e pelas incertezas sobre o futuro do meu pai.....e a instavel trajetória das descobertas, ora duvidosas, outras concisas como quem se ajoelha para beijar o selo papal, a um próximo banhado em bálsamo de lavanda, perfumado como a promessa da vida eterna.....e fazer pose para a mídia como bom cristão que despreza a vida por certificar-se da salvação pela crença virtual na promessa da fé nascida na boca que ora, repetitivamente a tradição oral dos conquistadores....séculos de sangue derramados em nome dos crucificadores justificando a barbárie da tortura aos que ousaram falar em nome de algo maior do que eles conseguiram compreender e do que os assustavam pela idéia de perda da perpetuação de seus poderes mortais....fizeram-nos promessas sem pronunciarem promessas, em nome da palavra de alguém que não disse nada, nos colocaram num limbo a esperar pela salvação de um dia libertarmo-nos de nossos medos ancestrais, ou de ser-mos libertos d'onde o espirito dos antepassados arderam como nós, sofremos por falta de subjetividade e pela banalização de nossas crenças...palavras como o fio desta meada que me orienta por um labirinto sem saída aos temores e inseguranças adquiridas pela incapacidade de consumir o que é o novo e pela inutilidade do que ainda o é, se apresenta...

Olhos que olham incertos as quase imperceptíveis sombras que navegam pelas paredes prometendo prendas que sanariam dúvidas, dando uma duvidosa certeza de que o futuro é só uma utopia do presente e por isso devemos preservar o passado para não padecermos das incertezas como as cigarras que cantam a vida por um dia e morrem se não amarem durante a tarde de seus encantos....crueldade visceral da sobrevivência das espécies, darwin no axioma e nós a babar intelectualidade e discernimento sobre a verdade e capacidade de tornar "gadgets" tecnológicos em produtos do desejo.

nós produtos, aptos a consumir esta parafernália babilônica disfarçada de outdoors psicogeográficos que nos perseguem de bairro a bairro nesta metrópole de sonhos e violência banalmente comum....sobremesas do questionamento, cookies da informação....lembranças do fórceps e das dores da mãe a parir...certeza de que não chegará próximo a estas memórias pois não carregas as mesmas imagens que se desfazem no esquecimento que levam para longe até mesmo de nos mesmos, palavras sopradas a um vento que vem no meio de um rodamoinho incerto e inculto, como dizer frases escritas em linguagem vulgar.

sobre a poeira que circula no ambiente deste quarto lutando contra o ventilador que anestesia o calor e impede que insetos sobrevoem pesadelos e ouvidos em vôos rasantes, feito os dos kamikazes desiludidos da vida, propensos a aventuras maiores do que continuarem vivos acreditando nisso que nego a afirmar como verdade.

Air Guitar:
A Love Supreme
Love Devotion Surrender
Carlos Santana & Mahavishnu John MacLaughlin

Entre Linhas:
Teorias Da Arte Moderna
H. B. Chipp

me jogaram ali durante dias mas,
só quando cheguei tive a certeza de estar aqui.

Tesouros da Juventude VII

Mal Secreto
Jards Macalé/Torquato Neto


Não Choro.
Meu segredo é,
que sou rapaz esforçado
fico parado, calado; quieto.

não corro, não choro, não converso,
massacro meu medo,
mascaro minha dor já sei sofrer,
não preciso de gente que me oriente.

se você me pergunta;
como vai?
respondo sempre igual:
tudo legal.

mas quando você vai embora,
movo meu rosto no espelho;
minha alma chora;
vejo o rio de janeiro.

comovo, não salvo,
não mudo.
nem sujo o olho vermelho,
não fico parado.

não fico calado, não fico quieto
corro, choro; converso
e tudo mais jogo num verso;
entitulado mal secreto.

e, tudo mais jogo
num verso intitulado...
não choro, meu segredo
é que sou rapaz esforçado.

Air Guitar:
Diet Pill
L7 - Bricks are Heavy

Free Style Mix Overdrive

sexta-feira, julho 20, 2007

Tempestade de Borras ...The Forest For the Trees.

Me entristece ter que gastar água potavél para empurrar "bingas", esgôto à fora....por produzir o lixo que faço dispensando os práticos descartáveis do dia a dia, sinto ódio pelos bilhetes amorosos que lhe deixei em papéis que foram feitos de árvores as quais nunca aproveitei a sombra ou amarrei uma rede, pelas sustâncias que coloriram os mares intoxicando peixes que jamais me alimentaram ou salvaram minha saúde com seu omega3 dos radicais livres....sinto que o licopeno dos tomates cozidos com azeite, não salvarão minha próstota da culpa por intoxica-los para que eles sejam bonitos aos olhos nas prateleiras do supermercado e que o verde das verduras me negarão a clorofila que limpara o ar durante a madrugada livrando-nos dos efeitos do gás carbônico e os buracos na camada de ozônio, do insuportável efeito estufa e os supostos calores da andropausa...não me envaidece assistir pelejas esportivas em campos aonde residiam arvores se prevalecendo do humus e da humidade ambiente....avançando suas raizes até encontrarem os lencóis "freáticos" de nosssas ambições...não me agrada produzir riquezas que algum dia não valerão mais do que um copo d'água ou uma caneca de sopa de entulhos durante o sermão d'um exército da salvação, sobre a bondade e a onipresença de deus e de quanto ele ama seus miseráveis filhos...pouco me importa os discursos dos corruptos que derrubam florestas para alimentarem gado ou sobre os que constrõem galpões modernos para defenderem frangos da gripe usando a madeira anti bacteriana dos pinhais e dos que argumentam sobre sua seiva ser util para matar quase 99% das bacterias em nossas casas e perfurmar assentos, não só os sanitários, a nos escancarem suas bocas cerâmicas durante os momentos de nossas intimidades, prefiro morrer de cólera ou similar aparente.....ou, o conforto de poder falar com voce pisando em pilhas radioativas que espalharão o cancêr sobre o solo do planeta e tão pouco ler suas crônicas em monitores de baixa radiotividade ou a autodestruição de Kurdt e a sua preferência "heróica" para curar-lhe do inferno....nevermind me, se a planta tem agrotóxico ou se as carnes estão impregnadas de anabolizantes. um pouco de ar puro para sentir os pulmões como quando berreva o oxigênio à queimar-los....vindo do suspiro das árvores que nos roubaram os colonizadores e ou vendilhões inatos que as trocaram-nas por machadinhas, facas e berloques, fetiches práticos do lixo europeu..(tecnologia defasada)....pouco importa a linguagem denotativa se não há quase mais papagaios para repiti-las sem noção do que falam....como os utopistas que dizem que temos nome de árvore e vivem de quebrar galhos como qualquer outros mandraços que tem que se virar para mostrarem que são produtivos ao espetáculo da produção e da exibição de seus estatus e do conforto de Lexus blindados com o ferro que não mais colorem o vermelho das calçadas de itabira o de qualquer outro lugar que tenha vindo o poeta que se foi deixando seus versos impressos nas lágrimas de árvores que nunca mais abrigarão micos ou outros alienígenas destinados a extinção...ou. aonde esta minha mente se não posso respirar ou se tenho que proteger minha pele da chuva ácida...de que vale escrever versos, se amanhã seremos todos mutantes vitimas da vida criada nos laborátórios que roubam a natureza em suas formulas mágicas da juventude e como estar em conflito pela sede e a inexistencia de alimentos que não sejam os trangênicos.....que tal um burguer de "solens green", sabor cane, marinado no alcatrão, para disfarçar-lhe o pútrido sabor?....que tal um pouco de mel de abelhas cruzadas com caramujos africanos com sabor de escargot livre de pragas emocionais?

Mater certus, pater incertus.....natura est!

descobrir que o azul do céu matinal é um pigmento anil, endossado por um ministério público; esparzido nos céus todas as manhãs, pelos aviões de carreira, pacto adjeto entre controladores e a hierarquia local, imagina; 100 anos de erros internacionais em áreas nacionais....tecer mundo.....pouco interessa pegar um transporte para qualquer parte e queimar o combustível fóssil que deixou como sub produto a vazelina que lubrifica o nosso "trespassador" "passa fio".....roubado das placas geográficas que estabilizam o planeta.....as roupas de "taktel" estão todas furadas e, as de algodão rotas e encardidas....o sabão que promete alvejá-las, mata os plânctons que alimentam mares e, fazem com que as baleias cantem felizes alucinadas pelas chuvas que diluem o sal da terra e lavam oceanos, pororókas e o leito do rio negro....piscina de boto!

....acho; - nunca mais vou fazer cocô!

Air Guitar:
The Ocean Is The Ultimate Solution
Frank Zappa - Sleep Dirt

"Punk is Freedom!" Kurdt Kobain.

sexta-feira, julho 13, 2007

LSD




a Little of Sex and Desire
pode ser o que se pretenda.
Lucy in the Skies with Diamonds,
é o que pode fazer-nos;
felizes por uma tarde
em meio aos eternos campos
das frutas vermelhas, clamando por:
Love, Surrender 'n' Devotion.

eros e tanatos
se afogando num caldo
piscinal infinito
de qualidade cósmica,
placentário;
auto destrutivo/construtivo:
como imagina-se o gozo,
e os mistérios anímicos.

Louvado Seja Deus,
é mutante, e já não nos cabe mais;
ele não nos toma conta às vezes;
somos ele o tempo inteiro.

gritando por,
Love, Sex 'n' Death
feito crendeiros que clamam por
Leniência, Sinceridade e Discernimento
todas as manhãs quando acordamos
orando feito os cristões por
Louvor, Serenidade e Dejúrio
como prescreveram os templários.

Lumpensinatos, Sincorologia e Democracias
em nome da Familía, da Tradição e da Propriedade
como nos juraram desde a pré historia
antes de nossos ancestrais.

Lalofóbicos, Serviçais e Dactilomânticos
salabordiando à advinharem nossa sorte,
erguendo o "pai de todos"
para a mundiça multívaga!

Air Guitar:
Post Aelernitatem
Rondellius - Sabbatum

Entre Linhas:
O Anti Cristo
Friedrich Nietzsche (1844-1900)

deus está morto!

terça-feira, julho 10, 2007

John Coltrane's Insomnic Stereo Blues... I Heard It Throught The Battes Motel.

Despertar de um sono quase secular em meio a caixas de som tonalizando o espaço entre os canais monofônicos que criam a ilusão do estéreo neste micro system, pouco ligando para a medicina que induz a estas commas, para sentir-se flutuando no etéreo blues...it's gona be alright, sair do meio dessa névoa purpura sem se preocupar se beijou ou não o céu...om!...ressoando sem vibrar....om!

A harmonia segue a cadênciada no quaternário dos mistérios da criação, na revelação de um genesis quatro por quatro, nas frases da música universal ainda não percebida pelos sentidos e tão pouco rabiscada pelas tonalidades dissonantes das concordâncias atemporais a crerem que o ritmo deve ser compatível com a frase proposta pela pauta que desenha notas na frente de quem as repete sistematicamente como o gospel alienado dos que louvam e adoram a deus sobre todas as coisas, até mesmo alem do amor ao próximo.....obreiros de um selvagem demônio capitalista que não enxerga outra solução senão a exploração do homem pelo homem....in the land of sunshines.....dê à eles o direito de ostentar o luxo de suas escravidões e à ti a misericórdia de vê-los abrirem mão de sua liberdade ao testemunhar suas crises de meia idade e a certeza de que a vida passou sem repor os hormonios que o organismo não mais metabolizará.....o pavor do esvanecer-se da potência, que se esvai entre as pernas carentes da sensibilidade escorredia das regras ou do retesar-se ao semem a ejacular; "- i promisse, next time don't come in your mouth!"....lembranças que já não valem mais as monotonias dos axiomas que as compõem...ficarão perdidas por aí desperdiçadas num jogo comodo de coisas prontas sem qualquer desafio que lhe valha a pena...tagareladas, até gastar a voz para então curar-se com pastilhas de eucalipto com própolis e "xeirinho" da loló.

Rebutar ainda no eco do texto, reler-se para compor o efeito estéreo proposto por palavras que compõem o frasear caótico de uma canção psicodélica composta por notas dissonantes as propostas pelo mainstream patronal...midnights cowboys, pelas esquinas esbravejando suas aventuras entre woofers, twiters e mid rangers vendidos na rua da república, esquina com a rua da consolação, aos desafetos do inesperado!

Air Guitar:
Imaginação
Songs To Hear Before A Pink Floyd Albun - Esquizophonia

"Chapa quente, óleo frio não gruda nada!"
(Yakissoba Workshop).

segunda-feira, junho 11, 2007

#11...(Reise zu den sterne)

cercado de palavras, envolto em letras no meio de um parlatório virtual, perdido entre manuais de redação e estilos classificando a posição de cada palavra numa pré moldada prateleira colorida de frases brilhantes...procurando por um cotonete para me aliviar a coceira no ouvido para que finalmente possa ouvir minha própria voz cristalina como o primal grito...por enquanto, nascer claro como manhã de sol iluminando o caminho que me leva para longe de casa para perto de uma realidade bem diferente do que a daqui...personas se revelando causando espanto à monotonia dos meus niils, elouquecidos pela falta de crenças....na certeza de saber que até agora nada foi e tudo passou como o que virá tambem passará daqui alguns minutos....enquanto desenho novas letras compondo frases imaginariamente desperdiçadas por quem não tem noção da noção....pelancas e emoções baratas, sesibilidades variadas jogadas ao vento como quem ama em vão!.....como quem desperdiça sem angustia suas inquietações o real é o que é, o resto teatros do imaginario que cultivamos como o background das nossas resoluções, soluções as vezes sofríveis, outras divertidas: silêncio estranho sussurando aos ouvidos a inquietação surealista e o arder do ácido nas entranhas suícidas...agente orange espalhado numa estação de metrô as quatro e trinta da tarde, causando desespero e desesperanças aos que ficam para contar a história; criar ongs e, tentar pelo menos escapar de tudo isso que nos envolve como gosma midiatica desfarçando a mitica marginal do astro das noticias espertas...super violencia da dominação imposição do objetivo. calar bocas no escuro do quarto desfazer-se de si encapar-se com a pele do cordeiro para abrigar-se do frio, perder-se por ai deixar-se pelo menos uma vez não levar-se ao léu....de tanto crer, descrer-se de tudo que creu...refantarziar-se como a descrença a duvidar de si mesma, reinventar versos incertos como esses que não conseguem se justificar.....olho de sapo na esfera do chupa cabras...... desdito justificado como o descaradamente falado.

o verbo traduz-nos, o bloco de nota é o espelho aonde se reconhece o que cala como o calo que só a gente sabe aonde doí, passos incertos pela avenida da saudade num suburbio, em qualquer lugar do pais...universos se desfazendo nas minhas fantasias, expectativas frustradas nesse verso de interminavel sofrimento...low self opinion!...mas o mais engraçado é que tenho a certeza de poder voar atravessar buracos negros descobrir dimensões alem daqui....como astrounauta fincando bandeiras em terras alienígenas, fixando o poder do estado nos mais obscuros cantões alem daqui ou dali.....não há porque explicar o que acontece em volta se tudo baila diante dos olhos como fumaça exalada após um trago assoprado criando rodamoinhos, em quatro mil e poucos agentes cancerigenos....como se o açúcar não fosse tão pernicioso quanto o fumo.....ou se queimar florestas inteiras não faça mal a saúde planetária.

tudo é sempre a mesma coisa, culto de personalidade ninguém quer ser anonimo, todos querem um lugar ao sol, destacar-se na espécie ser produtivo como os nossos fantasmas o foram, a tirania das tradições a nos conclamar a trair tudo o que nos liberará desse mar de bobagens e promessas esquecidas no oceano das expectativas....palavras ditas assim como quem compra por um conto os pensamentos...um queijo e um beijo...give me enough!!!!!...alemão cheio de consoantes com poucas vogais, quem sabe, como um louco dançando com a própria sombra por ter tanta fé no amor....elogiando sua loucura como versos de um certo Erasmus e ao tilintar das moedas na pia bastimal, há muito tempo bem antes de qualquer um de nós, agora!....não mais em outras palavras na boca de gerações ainda desconhecidas para depois da laranja mecânica, esta, ainda depois destas.

palavras, só isso o que nos resta para contar a nossa história, a tradição oral acompanha nosso percurso e o que fica são as lendas que inventamos quando tentamos contar nossa passagem. enfim aqui e agora!..antes nomades;

- agora sedentarios presos as fantasias enraizadas no solo das imaginações!

....depois é amanhã; talvez, nunca mais!!!


Air Guitar:
Surprise you're dead
Faith no more - The real thing

Prefiro um sobert de Goiaba sem açúcar!
ao Petit gatou com sorvete de baunilha!

sexta-feira, maio 18, 2007

Ideograma


O Pândego,
disse que

o pagode

é Patético.

Air Guitar:
Comunidade Carente
Zeca Pagodinho

Entre Linhas:
Materialismo Dialético e Psicanálise
Wilhelm Reich

A elite explora e esculacha.

sexta-feira, maio 11, 2007

Só uma figura de linguagem num mundo imaginário.


Palavras que criam imagens isconsistentes traduzindo vazios de linhas aonde se colocarão ordenamente fazendo frases; pronunciares de formas aleatórias, que não dirão nada literário ou que valha a pena a ouvidos surdos como os nossos . Clã-destinos que ja não se preocupam em revelar seus nomes, fonéticas que não traduzem a afinação dos diapasões universais, musica medieval meio rock'n'roll, tão clasicas que os maestros não as entendem e vão interpretando-as assim dessa maneira, distante e monótona como uma partitura romântica de escrita vulgar, presa de qualquer maneira no pedestal egoico de vaidades personalmente cultuadas, uma play list imaginaria que gerará algum capital ajudando a pagar as contas e subsidiar a insaciedade dos ladrões compulsivos....e, a adrenalina dos aventureiros, saltando em precipicios suicidas a espera de uma escada que os ajudem escalar paraisos enquanto florestas riem-se de suas viganças e do sorriso fantasiado das rainhas de colmeias selvagens....as mentiras sussuram aos ouvidos suas contradições e isso me faz imaginar qual é o meu rosto no espelho...e, ser como pedra e não rolar calcado no limo de minhas acomodações que se perdem pelo supermercados e os produtos dos desejos e os desenganos das fantasias ousadas à serem tramadas.

....entendo, escrever é fazer-se fantasiar!

Um outro parágrafo, outras palavras de uma mente dispersa, que não consegue se saber, confusa como quem entende suas contradições mas não sabe se traduzir.....feito escolhas mal resolvidas pela necessidade de amar e se desperdiçar para lamentar-se da dor de amor e conformar-se ao revelar-se na santidade fantasiada diante do espelho que revela os inatingiveis santos designios do Senhor. Abaixar os olhos e entregar-se ao cadafalso que cortará pela raiz as malevolencias das naturezas alheias ao sacrificio pessoal. Dizer nada só falar por falar....não querer chegar a lugar nenhum a não ser aqui aonde acontece este desvairio!...talvez eu queira lhe roubar algo ou a emoção do que voce e eu; não sabemos entender...sexual healling ou qualquer outra coisa que seja satisfatória ao nos exaltar como as fantasias de uma criança arrumando algo para passar o trempo que lhe parece infinito.

Olha para mim se é que vc consegue me ver, no meio as abreviações que se incorporam a velocidade do texto...veja meu rosto disfarçado no seu feito sabedoria alquimica e txt de Jung que não consequimos entender a sua hermeticidade ego verborrágica....palavras perdidas num conto moderno que comporta quase tudo menos a inconcordância verbal e talvez palavras de baixo galão ditas de maneira qualquer...i had my balls in fire droppin' me on the water, sweet honey!

O texto se coloca de uma maneira qq e não consigo de parar de escrever frases...yes! i will survive!...'nd we will be back !...eu sei mãe que você acha que tudo isso é demais mas é só um pedaço que sou nesta bomba de dialogo big banguístico, trash modernista qq coisa parecida feito negar o verbo só por passatempo...palavras compondo cenas de um teatro imaginario feito nossa natureza absurda.

- It's friday 'n' i'm fall'n love!..... tomorrow, i'll be easy like a saturday morning!

O que observar, se não vemos nada?.

Air Guitar:
Truth'll Set You Free
Another Mother Futher - Mother's Finest

Entre Linhas:
Curso da Bahaus - Wassily Kandinsky


Mamãe me disse; domingo, durante a tarde:
- Você quer acentos, coloque-os...

quarta-feira, abril 25, 2007

Promessas

Entre os travesseiros
e as bainhas dos lençóis
o amante promete a menina,
decepções à rôta trama rotineira.
que cedo ou tarde nos forçam
a devolver
sem nenhum remorso
ou qualquer lembrança
que valha a pena,
os sonhos de um futuro
conquistado a duras penas!

Air Guitar:
Horror Head
Doppelganger - Curve

Entre Linhas:
Pato Donald - !966
Ed. Abril - Walt Disney

Ame o Amor!

terça-feira, abril 24, 2007

Quem esteve no meu quarto na última noite

Quem esteve no meu quarto na última noite...não lembro, se era quem achei que era ou se qualquer coisa que de manhã inventei uma desculpa para expulsá-la do "xpress kundalini" nesta "kama sutra"....quem beijou minha boca ? não sei se tinha mau hálito ou se sorria com dentes branqueados pela odontologia de milhares de reais dos dentistas que detém a técnica dos centavos, cheirando a salsa roubada aos nacos d'um balcão num hortifruti vulgar na esquina de um ponto de ônibus prá zona sul ou ao centro da cidade.... às pressas como quem não se importa, mais com as ansiedades propostas pelos atrasos, quase sempre ocasionais, como as situações que menos se espera acontecerem quando não se deseja que ocorram!

Tava chapado, achando que tava psicodelico, parecia que tava numa ambulância zoando o trânsito num engarrafamento me levando vitima de um avc maldito provocado por tanta birita que me impedia de fuder a vadia que me babava todo engolindo o que já era outra coisa elevado pelo comprimido que ficava acima de minhas espectativas usando um par de chifres tirando onda de demônia de cabelos vermelhos a engolir-me como se fosse um doce comprado em padaria de confeitaria duvidosa....quem esteve no meu quarto ontem beijando e me esfolando com a boca pintada de vermelho?...i fly!!!!...deixei de lado a falsa moral e esqueci o vitoriano contexto de sexualidade me deixei levar por inteiro sem me preocupar se era o vadio ou ela a mal falada !

... desenfreado feito verso inspirado em dedos de poetas a se mastubarem, ou feito, mosquitos compulsivamente, zunindo no ouvido, voei selvagem sobre o que me nego a confessar....só me lembro de quando fui pegar a última birita e o barman me disse tava ventando demais por aqui, então eu disse que se foda tô bebado demais pra comê-los....mais mesmo assim na ambulância ela me detonou em meio a coma alcoólica me deixando sorrindo por demais...vulgar que nem amor feito por quem se consente a traficar pau brasil pra tingir de carmim as cuequinhas de nobres e burgueses abastados que insistem em foder a dama das camélias!!!!!


Air Guitar:
Too much drunk to fuck!
Fresh fruit for rotting vegetables - Dead Kennedys

Entre Linhas:
Naúfragos, Traficantes e Degradados - Eduardo Bueno


Ouvi agora d'uma criança:
- Tem um mundo pra'eu brincar e colorir!

terça-feira, abril 17, 2007

Sê é que, sou !?

imagem: www.nobodyhere.com

Olhos que olham o escuro com visão noturna,
corpos que abusam da quimica: atras,
de serotoninas e o apaziguamento do desejo
mulheres mal ditas, pelo que elas tem de melhor
doar-se sem saber porque ou,
só pra sentir de novo, o que esqueceu da última vez...
dar-se de forma inevitavél ao inesperado
que acontece quer se queira ou não.

Engraçado olhar a gramática e não entender mais
a fonetika vulgar que transita pelas ruas de sapato alto,
num rebolado forçado à tentar o equilibrio num salto 15
e pernanecer em pé das 6:00 às 22:30 diariamente.
Fantasiando kantos gregorianos do amanhecer
ao por do sol até antes do jornal nacional,
necessitar de trinta moedas
e por elas se expor a justiça divina
cantar feito corista desafinado,
expulso do coro dos contentes
pela infalível deliberação papal...

Canonizar-se numa missa campal
sob a Santa Benção,
dizer; algo que ninguem vai ouvir
sobre a crueldade colonial
e se adaptar a vacina;
cria da sua própria decadência.

Quem sabe o meu nome,
o sabe para negá-lo durante a madrugada
que abençoa alguns e malediz outros,
como quem chama camelot, nuh trem,
p'rá saciar a sede! e esconder seu relógio
de aço cirurgico simbolo do status serviçal.

A palvra é tão dinâmika
que qualquer um pode falala lá
como quiser, ficar negro como o nanquim
das tatuagens....talvez,
dizer de novo o já dito
de maneira que nunca foi dita antes.
verbos acumulados como contas de água e de luz!
Light your fire....Light my fire....Light our fire
come on light the fire.....we gonna get try again!!!!

Verso é o karalho
vou falar assim sem metrica
de qualquer maneira, contradizer-me
feito bezerro a berrar diante da
infalibidade do pronunciado
carrasco que diz não
ter nada a ver com isso.





Air Guitar:
Speak to me
The dark side of the moom - Pink Floyd

Entre Linhas:

Almoço Nú
William S. Burroughs


I was here before you,
no matter what you do!